Magnético: acesso direto

Discos ou cartuchos magnéticos têm algumas coisas em comum:
  • usam uma base de material plástico ou metálico coberto com óxido de ferro
  • podem gravar informações instantaneamente
  • podem ser apagados e reutilizados muitas vezes
  • são baratos e fáceis de usar
Se você alguma vez já usou fitas cassete de áudio, sabe que elas têm uma desvantagem: são dispositivos seqüenciais. A fita tem um início e um fim e, para avançar ou voltar a fita, você precisa usar os botões FF (fast forward) e REW (rewind). Isto acontece porque as cabeças da fita são fixas.

Um disco ou cartucho, como a fita cassete, é feito de plástico fino coberto com um material magnético em ambos os lados. Mas tem o formato de disco, ao invés de uma fita comprida. As trilhas são organizadas em anéis concêntricos; assim, o software pode pular do "arquivo 1" para o "arquivo 19" sem precisar avançar pelos arquivos 2 a 18. O disco ou cartão giram como um LP e as cabeças se movem até a trilha correta, em um processo que é conhecido como armazenamento de acesso direto. Alguns dispositivos removíveis têm vários discos magnéticos, semelhantes a um HD. A fita ainda é usada em alguns tipos de armazenamento de longo prazo, como para fazer o backup de um disco rígido de um servidor, em que o acesso rápido aos dados não é essencial.


Na ilustração acima, você pode ver como o disco é dividido em trilhas (marrom) e setores (amarelo)

As cabeças de leitura/escrita (escrita ou gravação significa salvar informação na mídia) não encostam na mídia enquanto passam de uma trilha para outra. Geralmente, existe um mecanismo para proteger o disco ou cartucho para que não seja gravado. Por exemplo, um dispositivo óptico-eletrônico verifica se há uma abertura na parte de baixo do disquete de 3,5" (ou um corte na lateral do disquete de 5,25") para saber se o usuário quer evitar a escrita de dados na mídia.