A espiral de saliências do CD começa no centro. As trilhas do CD são tão pequenas que precisam ser medidas em mícrons (milionésimos de metro). Uma trilha de CD tem aproximadamente 0,5 mícron de largura, com 1,6 mícron separando uma trilha da outra. As saliências alongadas têm 0,5 mícron de largura cada um, com no mínimo 0,83 mícron de comprimento e 125 nanômetros (bilionésimo de metro) de altura.
A maior parte do CD é uma peça injetada de plástico de policarbonato transparente com cerca de 1,2 milímetros de espessura. Durante a fabricação, as saliências microscópicas que formam a longa trilha espiral são impressas no plástico. Uma camada fina de alumínio reflexivo é então colocada sobre o disco, cobrindo os sulcos. A parte complicada da tecnologia do CD é ler todas as minúsculas saliências corretamente, na ordem e na velocidade certas. Para fazer tudo isso, o leitor de CD tem que ser extremamente preciso quando focar o laser na trilha de saliências.
Quando você toca um CD, o feixe de laser atravessa a camada de policarbonato, reflete na camada de alumínio e atinge um dispositivo óptico-eletrônico que detecta alterações na luz. As saliências ("bumps") refletem a luz de maneira diferente das partes planas ("lands") da camada de alumínio. O sensor óptico-eletrônico detecta estas alterações no reflexo e os componentes eletrônicos do drive de leitura do CD interpretam as mudanças como bits de dados.
![]() Componentes básicos de um leitor de CDs |