O fim da ARPANET

Entre 1969 e 1977, a ARPANET evoluiu de uma rede de quatro computadores para uma com 111 computadores pertencente a universidades, entidades militares e de pesquisa. Usando ligações de satélite, a ARPANET conectou sistemas de computador nos Estados Unidos a computadores no Havaí e Europa. Embora a rede tivesse crescido, poucas pessoas tinham, de fato, acesso ao sistema. Em geral, o público permaneceu alheio à existência da ARPANET.

Robert Kahn
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Robert Kahn, que ajudou a criar os protocolos usados na ARPANET e na Internet, comparece ao 10o Prêmio Anual Webby

Outras redes da ARPANET surgiram, incluindo USENET, Ethernet, CSNET e BITNET. O Request for Comments (Pedido de Comentários 827) da ARPANET estabeleceu um Exterior Gateway Protocol que tornou possível que redes separadas fossem acessadas, mesmo que o acesso à ARPANET continuasse restrito a uso oficial. Em 1983, a seção militar da ARPANET se separou da rede; a sua única conexão com a rede maior eram alguns poucos portais de correio eletrônico. Os militares renomearam a sua rede menor como MILNET, que mais tarde se tornaria parte da Rede de Dados do Departamento de Defesa [fonte: Living Internet].

Em 1986, cinco centros de supercomputadores formaram uma rede chamada NSFNET. Logo, a NSFNET cresceu para incluir várias universidades em sua rede. Outras redes começaram a se consolidar em sistemas maiores. As pessoas se referiam a essa coleção de redes e portais maior como a Internet. Embora a era dos computadores pessoais (em inglês) tenha começado no fim da década de 70, a Internet ainda continuou sendo um recurso para universidades, corporações e o governo.

A infraestrutura da ARPANET começou a ficar obsoleta. Os IMPs do sistema não eram tão eficientes ou poderosos quanto os nós de computador em outras redes. As organizações na ARPANET começaram a fazer a transição para outras redes, principalmente a NSFNET. Em 1990, a DARPA puxou a tomada do projeto ARPANET. Os objetivos da organização tinham sido alcançados. Os Estados Unidos tinham uma rede de computadores nacional que não apenas conectava recursos poderosos, mas também podia continuar a operar se uma parte significativa da rede parasse de funcionar. Ainda mais impressionante, essa rede agora atravessava o globo, conectando computadores de um lado ao outro do mundo.

Hackeando a ARPANET

A cultura do
hackeamento floresceu dentro da ARPANET. A maioria dos hackers trabalhou para contribuir com aperfeiçoamentos ao sistema, carregando programas úteis, aperfeiçoando os aplicativos existentes ou criando uma comunidade onde as pessoas pudessem conversar sobre programação. Os hackers também inventaram um jargão que seria levado para a Internet. Nem todas as atividades de hackers tiveram resultados positivos - a distribuição de um vírus de computador levou a um travamento geral do sistema em 1980 [fonte: BBC News]. A ARPANET foi um grande alvo para hackers como Kevin Poulsen, pego obtendo acesso não-autorizado à rede em 1983 usando o pseudônimo Dark Dante [fonte: Wired].

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