Desafios

Em abril de 2003, a FCC anunciou uma Solicitação de Questionamento (em inglês) para o público, apoiando o potencial da tecnologia BPL e buscando estabelecer padrões para a sua implementação. Imediatamente, a American Radio Relay League (ARRL) - em inglês - e a Federal Emergency Management Agency (FEMA) - em inglês) - se opuseram. Ambas as entidades afirmam que o BPL vai causar sérios problemas de interferência.

O modem BPL é considerado um dispositivo não-licenciado, como o telefone sem fio ou um controle de portão de garagem. Todos os dispositivos não-licenciados são regulados pela Part 15 (em inglês) da FCC. A Part 15 determina que todos os dispositivos eletrônicos vendidos nos Estados Unidos devem cumprir os limites de emissão de rádio freqüência da FCC. Estes limites existem para garantir que não haja interferência em transmissões importantes, como comunicações de rádio-amador, controle do tráfego aéreo e canais do governo. A ARRL e a FEMA estão preocupadas com as interferências causadas pelos sinais BPL transmitidos em linhas de média tensão expostas.

As operadoras de TV a cabo contornam o problema da interferência blindando seus cabos. O "cabo coaxial" usado pelas operadoras de TV a cabo tem uma blindagem de metal que envolve o cabo de sinal. Os cabos de telefone também são blindados. As linhas de energia, por outro lado, não têm blindagem. Em muitos casos, uma linha de energia não passa de um fio desencapado ou um fio encapado com plástico. A preocupação com a interferência vem da falta de blindagem.

Dependendo da banda que a FCC alocar para o BPL, a interferência com outros serviços de rádio pode ser um problema. Atualmente, a banda de freqüência é dividida assim:


  • Rádio AM - 535 quilohertz a 1,7 megahertz
  • Rádio de ondas curtas - 5,9 megahertz a 26,1 megahertz
  • Rádio-amador - 26,96 megahertz a 27,41 megahertz
  • Canais de televisão - 54 a 88 megahertz para os canais 2 a 6
  • Rádio FM - 88 megahertz a 108 megahertz
  • Canais de televisão - 174 a 220 megahertz para os canais 7 a 13

Enquanto a FEMA quer que a FCC busque um acordo, a ARRL afirma que o acordo não é possível porque a largura de banda necessária para o BPL vai interferir diretamente nas transmissões de rádio-amador e de rádio de ondas curtas. Os desenvolvedores do BPL dizem que estes problemas de interferência já foram resolvidos. Somente o tempo e os testes vão poder dizer. Até lá, o avanço do BPL segue a passos lentos enquanto aguarda que os padrões e a logística sejam decididos pelos órgãos reguladores.

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