Quando as pessoas pensam no timbre de voz, normalmente pensam na onda que veriam em um osciloscópio. Mas os dados usados no timbre de voz são um espectrograma do som e não o formato de uma onda. Um espectrograma é basicamente um gráfico que exibe a freqüência do som no eixo vertical e o tempo no eixo horizontal. Diferentes sons de falas criam diferentes formatos dentro do gráfico. Os espectrogramas também usam cores ou tons de cinza para representar as qualidades acústicas do som. Esse tutorial (em inglês) tem muito mais informações sobre espectrogramas e como interpretá-los.
![]() Foto cedida por Richard Horne Sistemas de reconhecimento de voz usam espectrogramas para representar vozes de seres humanos |
Algumas empresas usam o reconhecimento do timbre de voz para que as pessoas tenham acesso a informações ou possam passar informações sem estar fisicamente presentes. Em vez de aproximar-se de um scanner de íris ou de um leitor de geometria das mãos, alguém pode fazer uma autorização dando um simples telefonema. Infelizmente, as pessoas conseguem enganar alguns sistemas, principalmente os que funcionam por telefone, com uma simples gravação de voz de uma pessoa autorizada. Esse é um dos motivos pelos quais os sistemas usam várias senhas de voz escolhidas aleatoriamente ou usam timbres de voz gerais em vez de timbres de palavras específicas. Outros usam tecnologia que detecta os artefatos criados em gravações e playbacks.
Outros tipos de sistema são mais difíceis de enganar. Veremos alguns deles a seguir.
Escaneamento da íris
O scanner de íris pode parecer futurístico, mas o centro do sitema é uma simples câmera digital CCD. O escaneamento usa tanto a luz visível quanto a infra-vermelha para ter uma foto clara e de alto contraste da íris. Próximo à luz infravermelha, a pupila de uma pessoa fica bem escura, facilitando a separação, pelo computador, da pupila e da íris.
![]() Foto cedida Iridian Technologies Anatomia dos olhos |
Quando você olha para um scanner de íris, ou a câmera focaliza automaticamente ou você usa um espelho ou um feedback sonoro do sistema para ter certeza de que seu posicionamento está correto. Normalmente, seu olho fica de 7,5 cm a 25 cm da câmera. Quando ela tira uma foto, o computador localiza:
![]() Foto cedida por Iridian Technologies Um scanner de íris |
A íris é uma estrutura visível, mas protegida, e não se modifica com o tempo, tornando-se ideal para a identificação biométrica. Na maioria das vezes, os olhos das pessoas permanecem ilesos após uma cirurgia ocular e mesmo as pessoas cegas podem usar scanner de íris, desde que seus olhos tenham íris. Os óculos e as lentes de contato normalmente não interferem nem causam leituras inexatas.
Geometria das veias
Assim como a íris e as impressões digitais, as veias de uma pessoa também são características exclusivas. Gêmeos não têm veias idênticas e as veias de uma pessoa são bem diferentes nos lados esquerdo e direito. Muitas não são visíveis através da pele, tornando-se extremamente difíceis de serem falsificadas ou manipuladas. Suas formas também se modificam muito pouco com a idade.
![]() Scanners de veia usam luz infravermelha próxima para mostrar as características das veias |
Para usar um sistema de reconhecimento de veias, você simplesmente coloca seu dedo, pulso, palma ou as costas da mão no scanner ou bem próximo a ele. Uma câmera tira uma foto digital usando luz infravermelha. A hemoglobina presente no sangue absorve a luz, de forma que as veias aparecem escuras na foto. Assim como com todos os outros tipos biométricos, o software cria um padrão de referência baseado no formato e na localização da estrutura das veias.
Os scanners que analisam a geometria das veias são totalmente diferentes dos usados nos testes hospitalares. Os scanners com finalidades médicas normalmente usam partículas radioativas. Já os scanners da segurança biométrica apenas usam uma luz parecida com a luz que vem de um controle remoto. A NASA tem mais informações (em inglês) sobre fotos com luz infravermelha.
A seguir, veremos algumas das preocupações em relação aos métodos biométricos.
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Privacidade e outras preocupações
Algumas pessoas fazem objeções culturais ou religiosas à biometria. Outras imaginam um mundo no qual câmeras as identificam e rastreiam enquanto andam pelas ruas, seguindo suas atividades e padrões de consumo sem sua permissão. Elas se perguntam se as empresas venderão dados biométricos da mesma forma que vendem endereços de e-mail e números de telefone. Pessoas se preocupam também com a possibilidade de existir uma enorme base de dados com informações vitais de cada um e se isso seria seguro.
Os sistemas biométricos não têm a capacidade de armazenar e catalogar informações sobre todas as pessoas do mundo. A maioria deles armazena uma quantidade mínima de informações sobre um número relativamente pequeno de usuários. A maioria dos sistemas também trabalha apenas no lugar em que estão, como num prédio comercial ou num hospital. As informações de um sistema não são necessariamente compatíveis com as de outros, embora várias organizações estejam tentando padronizar os dados biométricos.
Além do potencial quanto à invasão de privacidade, surgiram outras preocupações sobre a biometria.
Veja os links da próxima página para muito mais informações sobre a biometria:
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