Começa o dia. A mochila do bibliotecário está vazia. O primeiro cliente chega e pede o Moby Dick. Então o bibliotecário tem que ir às estantes buscar o livro para entregar ao cliente. Posteriormente, o cliente retorna e devolve o livro. Em vez de voltar às estantes e colocar o livro no lugar certo, o bibliotecário coloca o livro na mochila e aguarda (primeiro, ele verifica se a mochila está cheia - falaremos mais sobre isso depois). Outro cliente chega e pede o Moby Dick. Antes de ir às estantes, o bibliotecário verifica se o livro está na mochila. E está! Tudo que ele tem a fazer é tirá-lo da mochila e entregá-lo ao cliente. Não é preciso ir às estantes, por isso o cliente é atendido com mais eficiência.
E se o cliente pedisse um livro que não estivesse no cache (na mochila)? Nesse caso, o bibliotecário é menos eficiente com do que sem um cache, porque primeiro ele perde tempo procurando o livro na mochila. Um dos desafios do projeto do cache é minimizar o impacto de buscas nele próprio, e os hardwares modernos reduziram esse intervalo de tempo a praticamente zero. Mesmo em nosso simples exemplo do bibliotecário, o tempo de latência (tempo de espera) para procurar no cache é tão pequeno se comparado ao tempo de ir às estantes que ele se torna irrelevante. O cache é pequeno (10 livros), e o tempo que ele demora para perceber um dado inexistente é apenas uma minúscula fração do tempo que a caminhada às estantes levaria.
A partir desse exemplo, podemos ver alguns fatos importantes sobre o armazenamento em cache: