O cache também pode ser construído diretamente em periféricos. Discos rígidos modernos vêm com memória rápida, em torno de 512 kilobytes, acoplada ao disco rígido. O computador não usa essa memória diretamente - o controlador do disco rígido, sim. Para o computador, esses chips de memória são o próprio disco. Quando o computador solicita dados do disco rígido, seu controlador verifica essa memória antes de passar às partes mecânicas do disco rígido (que é muito lento comparado à memória). Se ele encontrar no cache os dados que o computador solicitou, ele devolve os dados armazenados no cache sem acessar dados no disco em si, economizando muito tempo.
Eis um experimento que você pode fazer. Seu computador armazena em cache (no caso a memória principal) dados da unidade de disquete e você pode até mesmo ver a ação acontecendo. Acesse um arquivo grande em sua unidade de disco flexível - por exemplo, abra um arquivo de texto de 300 kilobytes em um editor de textos. Na primeira vez, a luz na unidade de disquete acenderá, e você terá que esperar. O disquete é lentíssimo, por isso levará 20 segundos para carregar o arquivo. Agora, feche o editor de textos e abra o mesmo arquivo novamente. Na segunda vez (não espere 30 minutos, nem faça muitos acessos ao disco entre as duas tentativas), a luz não vai acender e você não terá que esperar. O sistema operacional verificou o cache de memória para o disquete e encontrou o que procurava. Assim, em vez de esperar 20 segundos, os dados foram encontrados em um subsistema de memória muito mais rápido do que quando você fez a primeira tentativa (um acesso ao disquete leva 120 milisegundos, ao passo que um acesso à memória principal leva cerca de 60 nanosegundos - que é muito mais rápido). Podemos fazer o mesmo teste com o disco rígido, mas é muito mais visível na unidade de disco flexível porque ela é mais lenta.
Para dar uma idéia geral da situação, eis uma lista de um sistema normal de armazenamento em cache: