Pesquisas da NASA sobre fala subvocal

A NASA está desenvolvendo o controle subvocal para possível uso por astronautas. Os astronautas envolvidos em caminhadas espaciais na Estação Espacial Internacional trabalham em ambientes ruidosos e em tarefas que muitas vezes não deixam suas mãos livres para que controlem sistemas de computador (em inglês). Os programas de reconhecimento de voz não funcionam bem nesse tipo de situação porque todo o ruído de fundo torna difícil interpretar as instruções verbais. A NASA espera que o uso de sinais subvocais contorne esse problema.

Embora o sistema da NASA também tenha possibilidades extremamente benéficas para pessoas deficientes, as aplicações que a agência têm em mente são outras, entre as quais a capacidade de falar silenciosamente ao celular, e outros usos em operações militares e de segurança nas quais falar em voz alta poderia causar problemas.

O sistema subvocal da NASA requer dois sensores afixados ao pescoço do usuário, e o sistema precisa ser treinado para reconhecer os padrões de fala específicos do usuário. Demora cerca de uma hora para que o sistema reconheça entre seis e dez palavras, e em 2006 ele estava limitado a 25 palavras e 38 fonemas [fonte: TFOT].

Em uma experiência inicial, o sistema da NASA obteve precisão superior a 90%, depois que o software foi "treinado". O sistema controlou um browser e realizou uma busca no Google pelo termo "NASA" [fonte: NASA].

Outras opções
Para pacientes paralisados que retenham algum controle da cabeça e do pescoço, existem outras opções para o controle de cadeiras de rodas. A maioria delas envolve mover ou girar a cabeça, ou mover os ombros. No entanto, as pessoas que sofrem formas mais severas de paralisia não podem usar esses mecanismos de controle.

Soluções que detectam movimentos oculares ou faciais oferecem certa medida de controle, mas há percalços. Sensores montados em óculos detectam movimentos do rosto. Eles poderiam ser usados como o clique dos botões em um mouse de computador - o usuário moveria o rosto quando o cursor passar sobre a área ou letra desejada. Outros sistemas detectam movimentos oculares e permitem um conjunto mais robusto de comandos. Mover os olhos para a direita sinalizaria à cadeira de rodas que virasse nessa direção, por exemplo. No entanto, esses sistemas requerem um usuário disciplinado, porque tendem a interpretar movimentos naturais dos olhos como se fossem movimentos de "comando".

O grupo sueco Tobii Technologies está criando um sistema que detecta exatamente para o que os olhos estão olhando. Em lugar de esperar o movimento do cursor, bastaria olhar para a tela. Olhar para diversos ícones permitiria comunicação e até participação em jogos [fonte: Tobii].

Quando estarão disponíveis?
Você não vai encontrar cadeiras de rodas ou outros aparelhos controlados pelo pensamento em sua loja de eletrônica, ainda. A Ambient oferece um sistema de contato para potenciais usuários, mas não fornece informações sobre preços ou disponibilidade, a empresa não atendeu a pedidos de informações sobre o sistema.

Em entrevista ao site "O Futuro das Coisas", o Dr Chuck Jorgensen, diretor científico de neuroengenharia no Centro de Pesquisa Ames, da NASA, alegou que aplicações comerciais da tecnologia de controle subvocal devem surgir dentro de dois a quatro anos [fonte: TFOT].

Para aprender mais sobre cadeiras de rodas controladas pelo pensamento e fala subvocal, siga os links na próxima página.