Empresas que restringem o acesso de seus funcionários à Internet geralmente o fazem por algumas poucas razões. Uma das mais comuns é aumentar a produtividade. Embora os funcionários possam utilizar a Internet para fins de pesquisa ou comunicação, também podem usá-la para distração. Algumas empresas restringem severamente o acesso à Internet, a fim de impedir funcionários de perder tempo online.

Outra preocupação das empresas é a questão do assédio. Sem restrições, um funcionário poderia navegar pela Web em busca de conteúdo indevido, por exemplo pornografia. Caso outros funcionários vejam esse material, podem se sentir constrangidos no ambiente de trabalho. Algumas empresas usam a censura na Internet como forma de evitar processos.
Embora diversas empresas utilizem software de filtragem semelhante aos produtos disponíveis para uso doméstico, muitas dependem de firewalls. Com um deles, a empresa pode determinar que páginas da Web ou até mesmo que domínios inteiros bloquear. Dessa forma, a empresa tem mais chance de evitar o bloqueio a sites que seus funcionários precisam visitar por motivos legítimos.
Em muitos locais de trabalho, quando um funcionário tenta visitar um site de acesso restrito, recebe uma mensagem informando que o administrador da rede considera o site como inapropriado. Normalmente, a mensagem inclui a opção de apelar ao administrador da rede caso o usuário considere que foi bloqueado indevidamente. O administrador pode, em casos como esses, ajustar os bloqueios por meio de mudanças nos comandos do firewall.
E as empresas que fornecem acesso à Internet, como operadoras de telecomunicações e TVs a cabo? O papel delas na determinação de que conteúdo pode ser obtido na Internet é crucial. Nos Estados Unidos, existe uma batalha em curso quanto a um conceito chamado de neutralidade da rede. Em resumo, neutralidade da rede quer dizer um campo justo de competição sob o qual os provedores de acesso à Internet (ISPs) oferecem acesso a todo conteúdo sem favorecer determinadas empresas ou sites. As operadoras de TVs a cabo e telecomunicações recorreram com sucesso à Corte Suprema para eliminar a neutralidade de rede [fonte: ACLU (em inglês)].

Sem a neutralidade da rede, os ISPs podem cobrar dos fornecedores de conteúdo uma taxa pelo uso de banda. Os provedores de conteúdo que pagassem a taxa contariam com mais banda para acesso, o que significaria que seus sites seriam carregados mais rápido do que os de concorrentes que optem por não pagar. Por exemplo, se o Yahoo pagar a taxa a um ISP e o Google não, os usuários do provedor descobririam que as buscas do Yahoo seriam carregadas mais rápido que as do Google. Os defensores da neutralidade da rede afirmam que esse tratamento preferencial equivale a censura.
Leia mais para aprender como alguns países tentam ditar o tipo de conteúdo a que seus cidadãos podem ter acesso.
A maior parte dos serviços de busca pratica autocensura em suas páginas de resultados de busca (SERPs), em um esforço de propiciar retornos relevantes para os usuários. Isso é necessário porque alguns webmasters tentam enganar os serviços de busca para obter posição mais elevada nas SERPs. Caso os serviços de busca não localizassem e excluíssem esses retornos, as SERPs estariam repletas de resultados irrelevantes. |