Além dos milhares de pessoas que combatem a censura por meio de seus blogs a cada dia, existem diversas organizações de conscientização sobre a censura na Internet. Algumas são organizações formais, com quadros de membros prestigiosos. Outras são grupos menos formais, que não hesitam em propor uma abordagem de guerrilha para contornar as normas mais severas de repressão.
A American Civil Liberties Union (ACLU) é uma ferrenha oponente da censura na Internet. A organização moveu diversos processos a fim de reverter as leis de censura. Em 2007, ela convenceu um tribunal federal norte-americana de que a Lei de Proteção à Criança Online (COPA) era inconstitucional. A lei tornava ilegal veicular - via online - material considerado prejudicial a menores, ainda que ele incluísse informações valiosas para os adultos [fonte: ACLU (em inglês)].

A Iniciativa OpenNet é um grupo que se esforça por prover informação ao mundo sobre as maneiras pelas quais países autorizam ou negam acesso a informações aos seus cidadãos. A iniciativa inclui departamentos na Universidade de Toronto, na Escola de Direito de Harvard, na Universidade de Oxford e na Universidade de Cambridge. Na página da organização na Web existe um mapa interativo que mostra que países censuram a Internet.
A Reporters Without Borders também trabalha contra a censura na Internet, ainda que o escopo do grupo seja maior do que as práticas online. A organização mantém uma lista de "inimigos da Internet", os países com mais severas normas e restrições em vigor quanto à Internet [fonte: Reporters Without Borders (em inglês)].
O Projeto Censorware existe desde 1997. Sua missão é educar as pessoas sobre o software e práticas de filtragem da Web. No site, há relatórios investigativos sobre todos os principais programas de filtragem de Web disponíveis no mercado, bem como ensaios e notícias sobre censura. Uma organização similar é a Peacefire.org, que começou como site dedicado a proteger a liberdade de expressão dos jovens na Internet
Em 2007, a AT&T sofreu críticas de fãs de música quando foi descoberto que ela havia removido os comentários políticos de um show do Pearl Jam. A banda fez uma cover de "Another Brick in the Wall", uma canção do Pink Floyd, e acrescentou versos que criticavam o presidente George W. Bush, dos Estados Unidos. A AT&T cortou os trechos novos da letra da canção antes de transmiti-la em Webcast. Depois de protestos dos fãs, a empresa admitiu que não se tratava de um incidente isolado, ainda que Tiffany Neels, porta-voz da empresa, alegasse que jamais havia sido a intenção da empresa remover comentários políticos de seus webcasts [fonte: MTV (em inglês)]. |
Outros grupos oferecem dicas sobre como desativar ou contornar censorware. Alguns propõem o uso de sites proxy. Um site proxy é uma página de Web que permite que o usuário navegue pela rede sem usar seu endereço de protocolo de Internet (IP). A pessoa visita o site proxy, que inclui um formulário no qual ela digita o endereço dos sites restritos aos quais deseja acesso. O site proxy procura a informação e a exibe. Observadores externos só percebem a visita ao site proxy, não aos sites visitados a partir dele.
Pode demorar décadas para que a Internet desenvolva seu pleno potencial como veículo para idéias. Ironicamente, ela o fará não por meio de avanços tecnológicos, mas sim por mudanças nas regras nacionais e empresariais.
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