Aplicações da computação em grade

Existem vários sistemas de computação em grade, embora a maioria deles se encaixe apenas em parte na definição de um verdadeiro sistema em grade. Projetos acadêmicos e de pesquisa de empresas contam para os muito sistemas atualmente em operação. Esses sistemas tiram vantagem do poder de processamento ocioso. O termo mais acurado para tal rede é sistema de computação compartilhada.

O projeto Search for Extraterrestrial Intelligence (SETI) é um dos primeiros sistemas de computação em grade a ganhar a atenção popular. A missão do SETI é analisar dados reunidos por rádio-telescópios na busca de evidências de comunicação alienígena inteligente. É, de longe, muita informação para um simples computador analizar efetivamente. O projeto SETI criou um programa chamado SETI@home, que interliga computadores conectados em rede para formar um supercomputador virtual. 

Um programa similar é o Folding@home, projeto administrado pelo Grupo Panda, instituição sem fins lucrativos do departamento de química da Universidade Stanford. A pesquisa estuda a maneira como as proteínas se dobram (tomam certas formas) e como essas dobras estão relacionadas com o que as proteínas fazem. Cientistas acreditam que a dobra incorreta de uma proteína poderia ser a causa de doenças como Parkinson ou Alzheimer. É possível que ao estudar proteínas, o grupo Panda possa descobrir novas formas de tratar ou até curar essas doenças.

Há dúzias de projetos similares de computação em grade ativos. Muitos desses projetos não são persistentes, o que significa que assim que seus  respectivos objetos forem alcançados, o sistema se dissolverá. Em alguns casos, um novo projeto relacionado tomaria o lugar daquele que foi completado.

Proteína por proteína
O Comparação Genoma, um projeto de pesquisa comparando sequências de proteínas de mais de 3.500 organismos, começou em 20 de dezembro de 2006. Em 21 de julho de 2007, o projeto atingiu seu objetivo usando um sistema de computação em grade.

Embora cada um desses projetos tenha suas funções únicas próprias, em geral o processo de participação é o mesmo. Um usuário interessado em participar faz o download de uma aplicação no site do respectivo projeto. Depois da instalação, a aplicação contata o nó de controle do projeto. O nó de controle envia um bloco de dados para o computador do usuário analisar. O software analisa os dados, alimentado pelos recursos não aproveitados da CPU. O software do projeto tem prioridade de recurso muito baixa - se o usuário precisa ativar um programa que exige muito poder de processamento, o software do projeto se desliga temporariamente. Quando o uso da CPU volta ao normal, o software começa a analisar os dados novamente.

Eventualmente, o computador do usuário vai completar a análise de dados requisitada. Nesse momento, o software do projeto envia o dado de volta ao nó de controle, que o entrega à base de dados apropriada. Em seguida o nó de controle envia um novo bloco de dados para o computador do usuário, e o ciclo se repete. Se o projeto atrai usuários suficientes, pode completar seus objetivos ambiciosos em um espaço de tempo relativamente curto.

À medida que a sofisticação dos sistemas de computação em grade aumentar, veremos mais organizações e corporações criando redes versáteis. Haverá até mesmo um dia em que corporações estarão interconectadas com outras  companhias. Nesse ambiente, problemas computacionais que parecem impossíveis agora poderão ser reduzidos a um projeto que dura algumas horas.

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