Cilindro fotorreceptor

O cilindro fotorreceptor (ou correia) é o coração do sistema. Um cilindro é basicamente um rolo de metal coberto por uma camada de material fotocondutor. Esta camada é feita de um semicondutor, como o selênio, o germânio ou o silicone. O interessante em elementos como o selênio é que eles podem conduzir eletricidade em alguns casos, mas não em outros. No escuro, a camada fotocondutora do cilindro funciona como um isolante, resistindo à corrente de elétrons de um átomo para outro. Mas quando a camada é atingida por luz, a energia dos fótons libera elétrons e permite que a corrente passe. Esses elétrons liberados neutralizam a carga positiva que cobre o cilindro para formar a imagem ainda invisível.


Vários cilindros de copiadoras

É fácil imaginar como projetar a cópia de uma imagem em uma esteira fotorreceptora que tem praticamente as mesmas dimensões da folha de papel que contém a imagem. O problema é quando tentamos imaginar a mesma coisa, mas em um cilindro fino. Como a área da superfície do cilindro pode ser compatível com o tamanho de uma folha de papel? A solução é simplesmente rodar o cilindro enquanto você faz a cópia. Se você rodar o cilindro de forma síncrona com o movimento do feixe de luz que passa pelo documento original, pode formar a imagem tira por tira. Depois que uma tira de luz foca uma parte do cilindro, ele roda para expor uma área nova do fotocondutor. Enquanto isso, a parte previamente exposta do cilindro entra em contato com o toner e depois com o papel.

Como o comprimento de uma pagina padrão é muito maior do que a circunferência do cilindro em uma copiadora moderna, uma rotação completa do cilindro replica somente um pedaço pequeno da página. O cilindro na realidade tem que ser limpo, recarregado com íons, exposto a fótons e pulverizado com toner várias vezes para duplicar o original completo. Para quem observa, o processo parece contínuo, pois é milimetricamente coordenado dentro da máquina à medida que o cilindro roda.