Usando a criptologia quântica

A criptografia quântica usa fótons para transmitir um código. Assim que o código é transmitido, a codificação e a decodificação que utilizam um método de código secreto normal pode ocorrer. Mas como um fóton se torna um código? Como você vincula informações ao spin de um fóton?

Como os fótons se tornam códigos

 

É onde o código binário entra em ação. Cada tipo de spin do fóton representa uma parte da informação, normalmente um 1 ou um 0, de um código binário. Esse código usa cadeias com números 1 e 0 para criar uma mensagem coerente. Por exemplo, 11100100110 poderia corresponder a h-e-l-l-o. Portanto, um código binário pode ser atribuído para cada fóton. Por exemplo, um fóton que tem um spin vertical ( | ) pode ser atribuído a um 1. Alice pode enviar seus fótons por meio de filtros selecionados aleatoriamente e registrar a polarização de cada fóton. Então, ela saberá quais polarizações do fóton Bob deve receber.

Quando Alice envia seus fótons a Bob usando um LED, ela irá polarizá-los aleatoriamente por meio dos filtros X ou + para que cada fóton polarizado tenha um dos quatro estados possíveis: (|), (--), (/) ou ( ) [fonte: Vittorio (em inglês)]. Conforme Bob receber esses fótons, ele decidirá se mede cada um deles com seu filtro + ou X. Ele não pode usar os dois filtros juntos. Lembre-se: Bob não faz idéia de qual filtro utilizar para cada fóton. Ele está adivinhando cada um deles. Após a transmissão completa, Bob e Alice têm uma conversa não codificada sobre a transmissão.

O motivo pelo qual essa conversa pode ser pública se deve a como ela acontece. Bob liga para Alice e diz a ela qual filtro ele usou para cada fóton. Ela diz se foi o filtro correto ou incorreto a ser usado. A conversa deles pode soar um pouco da seguinte forma:

  • Bob: Mais
    Alice: Correto
  • Bob: Mais
    Alice: Incorreto
  • Bob: X
    Alice: Correto

Como Bob não está afirmando quais são suas medições, apenas o tipo de filtro que ele usou, um terceiro que esteja ouvindo a conversa não poderá determinar qual é a seqüência real do fóton.

Aqui está um exemplo. Digamos que Alice enviou um fóton como ( / ) e Bob diz que usou um filtro + para medi-lo. Alice dirá "incorreto" para Bob. Mas se Bob afirmar que utilizou um filtro X para medir esse fóton específico, Alice dirá "correto." Alguém que esteja ouvindo saberá apenas que esse fóton específico poderia ser ( / ) ou ( ), mas não qual deles de maneira definitiva. Bob saberá que suas medições estão corretas, porque um fóton (--) que percorrer um filtro + permanecerá polarizado como um fóton (--) depois que passar pelo filtro.

Após essa conversa estranha, Alice e Bob eliminam os resultados das suposições incorretas de Bob. Isso faz com que Alice e Bob fiquem com cadeias idênticas de prótons polarizados. Pode ser que ela se pareça um pouco com isto: -- / | | | / -- -- | | | -- / | … e assim por diante. Para Alice e Bob, essa é uma cadeia de fótons inintelegível, mas assim que o código binário for aplicado, os fótons irão se tornar uma mensagem. Bob e Alice podem chegar a um acordo sobre as atribuições dos binários, digamos 1 para fótons polarizados como ( ) e ( -- ) e 0 para fótons polarizados como ( / ) e ( | ).

Isso significa que sua cadeia de fótons agora se parece com: 11110000011110001010. que, por sua vez, pode ser traduzido para o inglês, espanhol, navajo, números primos ou qualquer outro formato que Bob e Alice usam como cifras para os códigos usados na sua criptografia.