Em condições ideais, os soldados robôs seriam capazes de atingir as mesmas metas militares que um grupo de humanos atingiria. Eles terão de ser autônomos e capazes de identificar alvos, fazer uma distinção entre as forças amistosas e as inimigas, entrar em combate com o inimigo e interagir com outras pessoas além de simplesmente disparar uma arma (em inglês). No momento, a maioria dos robôs é controlada remotamente por um ser humano em uma situação de comando, embora alguns robôs tenham uma autonomia limitada e possam se deslocar do ponto A para o ponto B com uma supervisão mínima. Para que um exército de robôs seja uma força de combate eficiente, seria melhor se os robôs pudessem avaliar as situações e tomar decisões sem se basear na opinião humana.
![]() SSG Lorie Jewell, Exército dos Estados Unidos Os robôs militares de hoje como |
Uma grande preocupação dos militares e engenheiros é a possibilidade de um robô apresentar defeitos. A chance de um robô disparar contra forças amistosas ou observadores inocentes faz parte, freqüentemente, das discussões sobre o uso de robôs armados. Pode parecer paranóia, mas, no passado, robôs que apresentaram defeitos provocaram temores. Em 1993, um robô do esquadrão anti-bombas de São Francisco apresentou problemas durante uma missão para desativar uma bomba. O robô começou a girar de forma descontrolada antes que pudesse agarrar o explosivo. Felizmente, o robô não o detonou [fonte: The New York Times (em inglês)].
Os militares afirmam que a meta de utilização de veículos não-tripulados e robôs é poder entrar em combate sem o risco de baixas humanas. Outra vantagem é que, embora caros, os robôs realmente podem custar menos do que os soldados humanos no campo de batalha, uma vez que os robôs requerem manutenção, mas não precisam de benefícios de saúde ou aposentadoria. Eles também podem ser capazes de servir por períodos mais longos do que os soldados humanos.
Muitas pessoas acreditam que os robôs nunca substituirão os soldados humanos por completo, mas eles serão usados em missões especialmente perigosas ou entediantes. Um soldado-robô nunca vai se entediar, portanto ele é ideal para a função de guarda ou em longas missões de vigilância. A Coréia do Sul (em inglês) planeja utilizar robôs para patrulhar sua fronteira com a Coréia do Norte (em inglês). Estes robôs são chamados de Robôs Inteligentes para Vigilância e Guarda e utilizam câmeras infra-vermelhas e comuns para detectar invasores a uma distância de até 4 km. Os robôs podem perseguir um alvo, solicitando um número de acesso codificado quando estiverem a 10 metros do invasor. Se o alvo não puder fornecer o código correto, o robô poderia emitir um alarme ou até disparar uma arma contra o invasor.
Na seção a seguir, vamos aprender sobre o tipo de equipamento necessário para tornar os soldados-robôs uma realidade.