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A grande probabilidade é que você esteja lendo esse artigo no Internet Explorer, que é o navegador que já vem instalado com os sistemas operacionais Windows. A maioria das pessoas utiliza o Windows, e essa mesma maioria não pensa duas vezes sobre qual navegador está utilizando. Na verdade, muitas pessoas nem sequer sabem que existe outra opção.
As opções existem, e embora algumas pessoas as chamem de "navegadores alternativos", um deles vem constantemente tirando o domínio do Internet Explorer: o Firefox. Na origem uma ramificação do então popular Netscape, o Firefox está construindo uma legião crescente de usuários dedicados que propagam seu entusiasmo pelo "boca a boca".
Neste artigo, descobriremos o que torna o Firefox diferente, o que ele pode fazer e que efeito um navegador "open source" pode ter no panorama da Internet.
No topo da tela, você irá encontrar uma barra de endereços, um pequeno painel de busca e uma linha de botões, as ferramentas típicas para navegação na Internet. Avançar, voltar, home, atualizar e parar estão todos nessa configuração básica. Esses botões, como tudo mais no Firefox, são totalmente personalizáveis. É possível reorganizá-los, retirar alguns deles ou adicionar novos.
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Agora, se o Firefox é tão semelhante ao Internet Explorer, por que trocar? Existem diversas razões, mas a mais importante para o usuário é a segurança.
Existe um grande debate acerca da segurança de navegadores da Internet, começando sempre pela vulnerabilidade do Internet Explorer como um alvo comum para hackers e desenvolvedores de vírus. A Microsoft lança pacotes e atualizações regulares para consertar as brechas de segurança no Internet Explorer, que podem permitir que alguém instale softwares mal intencionados ou roube informações de um computador.
O Firefox ainda não é foco de hackers, mas isso não significa que ele é necessariamente mais seguro. Por ora, o Firefox está tendo uma certa ausência de vírus e hackers principalmente porque, comparado com o uso em larga escala do Internet Explorer, é relativamente desconhecido. Os hackers ainda não se preocuparam em explorar o Firefox, pois o retorno que teriam não valeria seus esforços. Se o Firefox um dia atingir posição de domínio entre os navegadores, isso deve mudar. Veja a seção de segurança do Firefox para aprender mais.
Na próxima seção, veremos mais de perto as funções do Firefox e como elas podem ser complementadas.
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Funções e complementos do Firefox
O Firefox vem com algumas funções úteis que o diferenciam do Internet Explorer. Uma das mais notáveis era a navegação por abas. Se você estiver navegando em qualquer versão anterior à 7.0 do Internet Explorer e quiser visitar um novo site enquanto mantém o atual aberto, você tem de abrir uma nova janela do navegador. Uma navegação intensa pode resultar em janelas do navegador se amontoando na sua barra de ferramentas e sugando os recursos do sistema. O Firefox resolvia isso permitindo que sites abrissem em abas separadas na mesma janela do navegador. Em vez de alternar entre janelas, um usuário pode mudar de um site para outro, ou entre vários sites, clicando nas abas que aparecem abaixo da barra de ferramentas do Firefox.
![]() O Firefox oferece a "navegação por abas" |
Você pode abrir uma nova aba em branco a partir do menu ou clicando no botão "nova aba" (new tab), que você pode adicionar à barra de ferramentas.
O Firefox possui também um bloqueador de pop-up incorporado. Isso previne que incômodos pop-ups fiquem surgindo sobre a janela do navegador. Você pode configurá-lo para avisar quando um pop-up for bloqueado e para permitir determinados pop-ups de determinados sites. Isso permite que você habilite pop-ups que são janelas úteis, mas não propagandas invasivas. Embora o Internet Explorer também tenha um bloqueador de pop-up incorporado, na verdade foi o desenvolvimento dessa função nas primeiras versões do Firefox que forçou a Microsoft a inclui-la no seu navegador.
Uma função do Firefox vital para alguns usuários é o aplicativo multiplataformas. Isso significa que o Firefox funciona em diferentes sistemas operacionais, não apenas no Windows. Até agora, o Firefox suporta todas as versões desde o Windows 98 (incluindo o Windows 95, embora um pouco mais difícil), assim como Mac OS X e Linux.
Existe uma outra característica notável do Firefox que pode ser a mais interessante. Seus complementos (add-ons) proporcionam ao navegador um número quase ilimitado de funções, com funcionalidades novas sendo criadas todos os dias. Ainda assim, o programa continua consideravelmente pequeno, já que os usuários só adicionam os complementos que necessitam.
![]() Todos os complementos adicionados ao Firefox aparecem no gerenciador de complementos, que permite que eles sejam configurados ou desinstalados facilmente |
Alunos do ensino médio provavelmente não necessitam de avisos sobre o mercado de ações, enquanto que pessoas realizando pesquisas sérias não precisam necessariamente de um MP3 player incorporado ao navegador. Se existe alguma função de outro navegador que você goste, existe uma grande probabilidade de que alguém tenha criado um complemento para que ela seja incluída no Firefox.
De onde vêm todos esses complementos? Eles são fruto da natureza "open source" (fonte aberta) do Firefox - saiba mais em O que significa "open source?. Além de o código do Firefox estar disponível para análise e utilização, são oferecidas ferramentas de desenvolvimento gratuitas para qualquer um que queira criar um complemento.
A seguir, veremos uma amostra dos complementos disponíveis para o Firefox.
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