Firefox: problemas e preocupações

O Firefox significa algo além de uma opção para aqueles que já estão cheios daquilo que percebem como lento desenvolvimento e descontrolados problemas de segurança do Internet Explorer? É possível. À medida que o Firefox aumenta sua popularidade, a Microsoft sente uma maior necessidade de competir com recursos extras próprios. Em uma ação surpreendente, que os analistas da indústria atribuem ao sucesso do Firefox (mas que a Microsoft atribui aos riscos de segurança do IE6), a Microsoft lançou o Internet Explorer 8 separadamente do seu sistema operacional Windows Vista no começo de 2009.  Essa versão do navegador da Microsoft traz muitas das funcionalidades já conhecidas do Firefox.

Agora que o Firefox tme uma ftia considerável do mercado, começa a ganhar mais atençãp  - e nem toda ela benéfica. Os esforços de hackers que focam o navegador de ponta poderiam causar problemas de segurança. O resultado pode ser uma corrida sem fim entre programadores que consertam brechas de segurança e hackers que encontram novas brechas, parecido com a situação presente do Internet Explorer. Maiores taxas de utilização também irão tirar do Firefox uma de suas características que atraem muitos usuários: ele é algo diferente.

O fato de o Firefox ser baseado em um código open source também tem implicações. Não apenas o download e a utilização do programa são gratuitos, o seu código também está abertamente disponível (para ser analisado, desenvolvido independentemente e para ser lançado de uma forma alterada). É provável que alguns desenvolvedores fiquem insatisfeitos com o rumo do Firefox e separem-se para criar suas próprias versões. Já existem versões alternativas do Firefox disponíveis, embora falte a elas a estabilidade do lançamento oficial.

Um possível problema com o Firefox é sua habilidade de bloquear propagandas em sites. Embora alguns anúncios sejam invasivos e inconvenientes, eles também pagam pela enorme quantidade de informação disponível em diversos sites (como esse). Se as pessoas puderem evitar rápida e facilmente esses anúncios, os sites terão de encontrar um novo modelo de negócios para oferecer conteúdo ao mesmo tempo em que obtêm lucro.

Uma pesquisa indica que os usuários do Firefox são menos suscetíveis a clicar em propagandas na Internet do que usuários de outros navegadores, mas isso parece ser mais uma indicação de maior conhecimento da Internet do que simplesmente bloquear propaganda [ref (em inglês)]. Uma solução para o problema: publicitários têm de criar melhores anúncios, que não sejam mal intencionados ou enganosos. Anúncios que reproduzem as mensagens de erro do Windows ou caixas de diálogo do sistema são odiados universalmente, ao passo que anúncios eloqüentes, alegres e com movimento são um chamariz para praticamente todo mundo.

O problema pode não ser tão sério quanto algumas pessoas acreditam. A remoção de todos os anúncios não vem incorporada ao Firefox - os usuários têm de instalar a extensão. Se a fatia de mercado do Firefox crescer, ele irá alcançar mais usuários que são menos voltados à tecnologia - menos suscetíveis a procurar e instalar extensões.

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