À medida que as redes sociais ganhavam importância, o mesmo passou a se aplicar a preocupações quanto à privacidade e à segurança online. O Friendster alega que não "envia spam ou vende endereços de e-mail" [fonte: Friendster.com (em inglês)]. Certos dados pessoais (nome, endereço de e-mail, data de nascimento etc.) são requeridos para identificação. Como é comum no mundo da Internet, o Friendster pode distribuir dados não identificáveis, tais como padrões de uso, para ajudar anunciantes a direcionar seus produtos de maneira mais eficiente.
Com exceção de alguns dados básicos visíveis a todos, cabe a você determinar quem vê o seu perfil. Como mencionamos anteriormente, bloquear o acesso de usuários individuais ao seu perfil é uma maneira de evitar conexões não solicitadas. Ajuste os filtros de privacidade para excluir certos países, limite o acesso a "apenas amigos" ou a acesso em segundo grau (amigos de amigos). Definir o perfil como "público" o torna visível a qualquer visitante.
E quanto a mentir? Isso é aceitável? No passado, o Friendster desencorajava o uso de perfis falsos, quer se tratasse de páginas dedicadas a animais de estimação ou a bandas de rock. A tática fracassou quando usuários começaram a se queixar e as páginas de fãs se tornaram populares. Daí a criação dos perfis de fãs.
Um recurso que causou controvérsia foi o "quem me viu?", que permite que usuários saibam quem visitou suas páginas pessoais. Isso é excelente para um sujeito que imagina se sua antiga namorada ainda está interessada nele. Mas não tão bom para o ex ou a ex que morreriam de vergonha caso fossem flagrados. Mas pode-se facilmente alterar o perfil para "anônimo", o que impede que qualquer pessoa saiba que você a visitou. |
A maior preocupação é a segurança. Oferecer detalhes pessoais enganosos é uma tática comum aos praticantes de spam, divulgadores de produtos e outros predadores. Mas o contrário também funciona para proteger usuários contra esses predadores.
As preocupações podem ter se reduzido agora que o Friendster é dirigido principalmente a pessoas com mais de 18 anos e só aceita usuários de pelo menos 16. Mas devemos lembrar que, no mundo das personalidades virtuais, não há realmente uma maneira garantida de separar fatos e ficção. A única confirmação requerida pelo Friendster é que a pessoa insira a data de nascimento ao assinar, e é muito fácil mentir sobre isso. Também é preciso confirmar a aceitação dos termos de serviço do site.
Assim, o uso por menores de idade é problema grave no Friendster? Provavelmente existem violações das regras, mas aplicações como a Classmates, que conecta estudantes de universidades e a capacidade de acrescentar perfis escolares a páginas individuais tornam o Friendster muito mais útil a jovens maiores de idade e para adultos do que para os menores de idade. E, com tantos outros sites abertos a usuários de qualquer idade, provavelmente ficaria mais fácil recorrer a um deles do que fingir idade superior a 16 anos.
A seguir, o Friendster já passou do pico? E por que a empresa rejeitou uma oferta de aquisição de US$ 30 milhões vinda do Google?