Leitura dos CDs

Na última seção, vimos que CDs convencionais armazenam informações digitais como um padrão de saliências e áreas lisas, combinadas ao longo de uma trilha em espiral. A máquina de fabricação de CDs utiliza um laser de alta potência para "entalhar" saliências em um material foto-resistente revestido em um prato de vidro. Através de um elaborado processo de impressão, esse padrão é impresso em discos de acrílico. Os discos são revestidos com alumínio (ou outro metal) para criar a superfície refletiva de leitura. Por fim, o disco é revestido com uma camada plástica transparente, que protege o metal refletivo de sulcos, riscos e sujeira.


As diferentes camadas de um CD convencional

Como você pode ver, isso é uma operação relativamente complexa e delicada que envolve muitas etapas e diferentes materiais. Como a maioria dos complexos processos de produção (da impressão de jornais à montagem de uma televisão), um CD convencional só é viável para fabricantes que produzem centenas, milhares ou milhões de cópias.

Conseqüentemente, os CDs convencionais permaneceram como mídias de armazenamento "apenas de leitura" para o consumidor médio, assim como LPs ou DVDs convencionais. Para os amantes da música, acostumados a cassetes graváveis, assim como para os usuários de computador, fartos da limitada capacidade de memória dos disquetes, isso parecia ser a maior desvantagem da tecnologia do CD. No início dos anos 90, cada vez mais consumidores e profissionais buscavam uma forma de criar suas próprias gravações digitais em qualidade de CD.