Introdução

No mais recente filme da série "Duro de matar", "Duro de matar 4", Bruce Willis repete o papel do detetive John McLane. Desta vez, ele luta contra um obscuro grupo criminoso que utiliza ataques pela Internet para devastar a infra-estrutura americana. E a missão dele é acabar com essa gangue e resgatar sua filha seqüestrada. Essa trama nos fez pensar: será que é realmente possível que um grupo de hackers cause a devastação econômica ou física nos EUA?

Bruce Willis de
Imagem TM e Twentieth Century Fox Film Corporation. Todos os direitos reservados.
“Duro de matar 4” joga o detetive John McLane (Bruce Willis) contra um bando de terroristas que tenta acabar com a infra-estrutura tecnológica dos EUA

A segurança digital está se tornando algo muito importante. Vários órgãos da mídia e representantes do governo a classificam como algo tão sério quanto a ameaça de ataques terroristas, proliferação nuclear e aquecimento global. Com tantos sistemas privados, comerciais e do governo conectados à Internet, parece que a preocupação é válida.

E para aumentar a preocupação, temos de levar em consideração que os hackers de hoje estão mais organizados e poderosos do que nunca. Vários deles trabalham em grupos e existem redes de sites de mercado negro nos quais os hackers trocam informações roubadas e programas ilícitos. Dados de cartões de crédito são vendidos a granel por "carders" e métodos como o phishing se tornam mais preocupantes a cada dia. Os "malware" (vírus, cavalos de tróia e worms) geram mais dinheiro do que todo o ramo da segurança de computadores, dizem alguns especialistas. Os hackers estão distribuídos por todo o mundo, muitos em países como a Romênia, que possuem conectividade com a Internet e onde o cumprimento da lei não é tão eficaz.

 

Recentemente, o governo inglês divulgou evidências de que agências de inteligência de outros países, possivelmente da China, Coréia e alguns países da antiga União Soviética, estavam invadindo computadores no Reino Unido. Acredita-se que um dos motivos por trás desses ataques tenha sido "a espionagem econômica". A espionagem econômica envolve a tentativa de minar a atividade econômica de outros países, às vezes por meio da passagem de segredos industriais roubados para empresas estatais ou afins. Funcionários em posições estratégicas, como aqueles que têm acesso a informações importantes ou segredos de governos, podem ser atacados por e-mails com vírus, CD-ROMs ou cartões de memória infectados, ou os hackers podem até mesmo tentar invadir seus computadores diretamente.

Para responder a essas ameaças, a União Européia, o G8 e várias outras organizações criaram forças-tarefas para lidar com crimes digitais. Nos EUA, algumas agências locais da lei possuem unidades contra crimes eletrônicos e o FBI compartilha informações com elas por meio de seu programa InfraGard.

A Grã-Bretanha acha que está enfrentando uma ameaça, mas será que os EUA deveriam se preocupar? Ocorreram alguns eventos na Estônia que talvez possam nos ajudar a analisar melhor a situação.