Hoje, você dispõe de centenas de fontes diferentes para escolher e não precisa pensar duas vezes para imprimir um trabalho gráfico complexo. Para lidar com todas essas informações diferentes, a impressora precisa usar uma linguagem mais avançada.
As principais linguagens de comando de impressoras atuais são a Printer Command Language (PCL), da Hewlett Packard, e a Postscript, da Adobe. Ambas descrevem a página na forma vetorial, ou seja, como valores matemáticos de formas geométricas em vez de uma série de pontos (uma imagem bitmap). A própria impressora utiliza as imagens vetoriais e as converte em uma página bitmap. Com esse sistema, a impressora pode receber páginas elaboradas complexas que apresentem qualquer tipo de fonte ou imagem. Além disso, como a impressora cria sozinha a imagem bitmap, ela mesma pode usar sua máxima resolução (em inglês).
Algumas impressoras usam um formato de interface de dispositivo gráfico (GDI, em inglês) em vez de um padrão PCL. Nesse sistema, o computador hospedeiro cria ele mesmo a matriz de pontos, de modo que o controlador não precisa processar nada: ele apenas envia as instruções de pontos para o laser.
Porém, na maioria das impressoras a laser, o controlador deve organizar todos os dados que recebe do computador hospedeiro. Isso inclui todos os comandos que informam à impressora o que fazer: que papel usar, como formatar a página, como lidar com a fonte, etc. Para o controlador trabalhar com esses dados, ele deve recebê-los na ordem correta.