A cultura pop é cheia de noções diferentes de como deveria ou deverá ser a inteligência artificial. Alguns exemplos são o todo-poderoso Skynet dos filmes "O Exterminador do Futuro", os andróides estilo "Star Wars" (em inglês) o HAL de "2001: Uma Odisséia no espaço", o clássico programa de computador sensível, que mantém uma conversa espirituosa através de um terminal de computador. Logo mais, provavelmente teremos de adicionar outro à lista. Em setembro de 2007, a fabricante de software Novamente e a desenvolvedora de add-ons para mundos virtuais Electric Sheep Company anunciaram planos para lançar inteligência artificial (IA) nos mundos virtuais como o super popular "Second Life".
Galeria de imagens de videogame (em inglês)
![]() Imagem cedida por AFP/Getty Images Em breve, os jogadores do "Second Life" terão a oportunidade de comprar |
Os "agentes virtuais inteligentes" da Novamente usariam jogos online e mundos virtuais como uma zona de desenvolvimento, onde vão crescer, aprender e se desenvolver através da interação com humanos. A empresa diz que começará pela criação de bichos de estimação que se tornam mais espertos conforme interagem com seus donos-avatares (controlados por humanos). O avatar é a personagem ou representação virtual de um jogador em um mundo virtual. Espera-se que animais e avatares controlados artificialmente mais complexos venham em seguida.
A inteligência artificial da Novamente funciona com base em um software chamado de "Mecanismo Cognitivo". Bichos de estimação e avatares dotados do Mecanismo Cognitivo terão uma mistura de comportamentos automatizados, além de capacidade de aprendizado e de resolver problemas. Ben Goertzel, presidente da Novamente, disse que sua empresa já criou um "cérebro animal totalmente funcional" [fonte: BBC News (em inglês)]. Goertzel imaginou suas primeiras inteligências artificiais como cães e macacos, inicialmente à venda em um pet shop virtual em outubro de 2007.
Estes animais de estimação virtuais serão muito parecidos com animais de verdade - podem ser treinados, vão fazer arte de vez em quando, e mostrarão habilidade para aprender e realizar tarefas, e também terão resposta positiva para recompensas. Depois de cães e macacos, a Novamente seguiria então rumo a criaturas mais complexas, como papagaios que, como seus semelhantes reais, poderiam aprender a falar. Por fim, a empresa espera produzir bebês humanos que, guiados por sua própria inteligência artificial, cresceriam, se desenvolveriam, e aprenderiam no mundo virtual [fonte: BBC News (em inglês)].
Enquanto freqüentemente vemos ou lemos sobre robôs com capacidades interessantes, os cientistas lutam há décadas para criar algo que se aproxime de verdade da inteligência artificial. Robôs podem ser especialistas em uma habilidade, como por exemplo jogar uma bola de basquete, mas várias tarefas básicas, como descer escadas, podem estar além de sua capacidade. É aí que o mundo virtual tem suas vantagens, segundo Goertzel.
Na próxima página, veremos por que os mundos virtuais podem apresentar a próxima e melhor fronteira para o desenvolvimento da inteligência artificial.