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Ed Grabianowski - traduzido por HowStuffWorks Brasil
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Avanços e limitações da BCI
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Avanços e limitações da BCI
Ainda que já entendamos os princípios básicos da BCI, eles não funcionam perfeitamente bem. E existem muitas razões para isso.
- O cérebro é extremamente complexo. Dizer que todos os pensamentos e ações são o resultado de simples sinais elétricos no cérebro é subestimar sua capacidade. Existem cerca de 100 bilhões de neurônios no cérebro humano. Cada neurônio está constantemente enviando e recebendo sinais através de uma complexa rede de conexões. Existem também alguns processos químicos envolvidos que os EGGs não conseguem captar.
- O sinal é fraco e sujeito a interferências. Os EEGs medem apenas pequenos potenciais elétricos. Algo tão simples como piscar pode gerar sinais muito mais fortes. Melhorias nos EEGs e nos implantes poderão, de alguma forma, superar no futuro, mas por enquanto, ler sinais cerebrais é como ouvir uma ligação de telefone ruim. Há muita estática.
- E o equipamento não é portátil. É muito melhor do que já foi – os primeiros sistemas eram conectados, através de fios, a enormes computadores centrais. Mas algumas BCIs ainda requerem uma conexão ao computador através de fios, e aquelas que são sem fio necessitam que a pessoa carregue um computador que pesa 4,5 quilos. Mas, como toda tecnologia, espera-se que ela fique mais leve e que não precise mais de fios no futuro.
 Volker Hartmann/AFP/Getty Images (em inglês) Duas pessoas na Alemanha usam a interface cérebro-computador para escrever "como você está?"
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Inventores de BCI
Algumas empresas são pioneiras no campo da BCI. Muitas delas ainda estão na fase de pesquisa, mesmo que alguns produtos já estejam disponíveis no mercado.
- A Neural Signal está desenvolvendo uma tecnologia para restabelecer a fala de pessoas deficientes. Um implante numa área do cérebro associada com a fala (área de Broca) transmitiria sinais a um computador e, depois, a um microfone. Com treinamento, a pessoa pode aprender a pensar em cada um dos 39 fonemas do idioma inglês e reconstruir a fala através do computador e do microfone [fonte: Neural Signals].
- A Nasa tem pesquisado um sistema similar que lê os sinais elétricos dos nervos na área da boca e da garganta, em vez de fazê-lo diretamente a partir do cérebro. Eles tiveram sucesso ao realizarem uma busca "digitando" mentalmente a palavra "Nasa" no Google [fonte: New Scientist].
- A Cyberkinetics Neurotechnology Systems está comercializando o BrainGate, um sistema de interface neural que permite que pessoas com deficiências controlem cadeiras de rodas, próteses mecânicas ou cursores de computador [fonte: Cyberkinetics].
- Pesquisadores japoneses desenvolveram uma BCI preliminar que permite que o usuário controle seu avatar no mundo virtual Second Life [fonte: Ars Technica].
Para saber mais sobre interfaces cérebro-computador, veja os links da próxima página.
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