Avanços e limitações da BCI

Ainda que já entendamos os princípios básicos da BCI, eles não funcionam perfeitamente bem. E existem muitas razões para isso.

  1. O cérebro é extremamente complexo. Dizer que todos os pensamentos e ações são o resultado de simples sinais elétricos no cérebro é subestimar sua capacidade. Existem cerca de 100 bilhões de neurônios no cérebro humano. Cada neurônio está constantemente enviando e recebendo sinais através de uma complexa rede de conexões. Existem também alguns processos químicos envolvidos que os EGGs não conseguem captar.
  2. O sinal é fraco e sujeito a interferências. Os EEGs medem apenas pequenos potenciais elétricos. Algo tão simples como piscar pode gerar sinais muito mais fortes. Melhorias nos EEGs e nos implantes poderão, de alguma forma, superar no futuro, mas por enquanto, ler sinais cerebrais é como ouvir uma ligação de telefone ruim. Há muita estática.
  3. E o equipamento não é portátil. É muito melhor do que já foi – os primeiros sistemas eram conectados, através de fios, a enormes computadores centrais. Mas algumas BCIs ainda requerem uma conexão ao computador através de fios, e aquelas que são sem fio necessitam que a pessoa carregue um computador que pesa 4,5 quilos. Mas, como toda tecnologia, espera-se que ela fique mais leve e que não precise mais de fios no futuro.

Cientistas demonstram a interface cérebro-computador.
Volker Hartmann/AFP/Getty Images (em inglês)
Duas pessoas na Alemanha usam a interface cérebro-computador para escrever "como você está?"

Inventores de BCI
Algumas empresas são pioneiras no campo da BCI. Muitas delas ainda estão na fase de pesquisa, mesmo que alguns produtos já estejam disponíveis no mercado.

  • A Neural Signal está desenvolvendo uma tecnologia para restabelecer a fala de pessoas deficientes. Um implante numa área do cérebro associada com a fala (área de Broca) transmitiria sinais a um computador e, depois, a um microfone. Com treinamento, a pessoa pode aprender a pensar em cada um dos 39 fonemas do idioma inglês e reconstruir a fala através do computador e do microfone [fonte: Neural Signals].
  • A Nasa tem pesquisado um sistema similar que lê os sinais elétricos dos nervos na área da boca e da garganta, em vez de fazê-lo diretamente a partir do cérebro. Eles tiveram sucesso ao realizarem uma busca "digitando" mentalmente a palavra "Nasa" no Google [fonte: New Scientist].
  • A Cyberkinetics Neurotechnology Systems está comercializando o BrainGate, um sistema de interface neural que permite que pessoas com deficiências controlem cadeiras de rodas, próteses mecânicas ou cursores de computador [fonte: Cyberkinetics].
  • Pesquisadores japoneses desenvolveram uma BCI preliminar que permite que o usuário controle seu avatar no mundo virtual Second Life [fonte: Ars Technica].

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