Em fevereiro de 2005, durante o Fórum Econômico Mundial, na Suíça, Nicholas Negroponte apresentou pela primeira vez o projeto de distribuição de laptops de US$ 100 a crianças de países em desenvolvimento. Os países que participam da primeira etapa do projeto da OLPC são Brasil, Argentina, Nigéria, Líbia e Tailândia. As autoridades brasileiras ficaram tão entusiasmadas, que chegaram a anunciar na época a compra de 1 milhão de unidades. Foi criado, então, o projeto de inclusão digital Um Computador por Aluno, cujo objetivo é dar um computador portátil para cada criança matriculada nas escolas públicas do país.
Até o final de 2007, quase três anos depois do anúncio, o governo federal finalmente comprará um lote inicial de 150 mil máquinas, que serão distribuídas para 300 escolas que participarão do projeto-piloto. Serão cinco escolas por Estado, escolhidas pelas secretarias de educação de cada Estado.
![]() Wilson Dias/ABr Crianças de Porto Alegre experimentam os protótipos do laptop XO, do projeto OLPC |
Apesar de o governo brasileiro pretender colocar as máquinas em funcionamento no início de 2008, o lote inicial de 150 mil laptops representa apenas 0,4% da demanda das escolas públicas. Ou seja, ainda há um longo caminho a ser percorrido para que todos os alunos da rede pública brasileira tenham em mãos um computador.
O governo diz que com o projeto-piloto será possível saber se as máquinas vão auxiliar na melhoria do nível de aprendizado das crianças e o índice de reprovação. "A primeira coisa que temos de comprovar é se isso vai qualificar a educação", disse ao jornal "O Estado de S.Paulo" o assessor especial da Presidência da República José Luiz Maio de Aquino.
Mas desde agosto de 2007, dez escolas brasileiras de 7 estados (AM, MG, PB, RJ, RS, SP e TO) vêm testando 1.840 laptops de três modelos de baixo custo: o XO da Fundação OLPC, o Classmate da Intel, e o Mobilis da Encore. Apesar das peculiaridades de cada modelo, os coordenadores dos testes afirmam ter obtido resultados positivos entre os alunos.
![]() Divulgação Classmate, em teste em Palmas, Tocantins |
![]() Divulgação Mobilis está em teste no DF |
O Mobilis, notebook da indiana Encore, é o único modelo não dobrável dos que estão sendo testados. E o mais leve também - pesa 750 g. Ele tem tela sensível ao toque, processador Intel PXA 255 de 400 Mhz, memória RAM de 256 MB, memória flash de 1 GB (para armazenamento de dados), conexão wi-fi ou discada e microfone e alto-falantes embutidos. Nessa configuração, diferente da que está em teste, o Mobilis custará cerca de R$ 360 sem contabilizar suporte técnico e treinamento.
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