Projeção e cor

São necessárias diversas etapas para criar uma imagem em uma televisão LCoS. O processo inclui uma lâmpada de alta intensidade, uma série de espelhos e microdispositivos dispostos em um cubo, um prisma e uma lente de projeção. Do início ao fim, eis o que acontece:
  1. a lâmpada cria um feixe de luz branca;
  2. o feixe passa através de uma lente condensadora que focaliza e direciona a luz. Ele também passa através de um filtro que permite somente a passagem de luz visível, o que ajuda a proteger os outros componentes;
  3. a luz branca é decomposta em luz vermelha, verde e azul por uma das duas maneiras:
    1. O feixe passa através de um divisor de feixe polarizador (PBS), que divide a luz em três feixes, e estes feixes passam através de filtros que acrescentam vermelho, verde e azul.
    2. O feixe passa através de uma série de espelhos dicróicos que refletem alguns comprimentos de onda enquanto permitem a passagem do restante da luz. Por exemplo, o espelho dicróico pode separar a luz vermelha da luz branca, deixando o azul e o verde, e um segundo espelho pode separar a luz verde, deixando somente a azul.
  4. os feixes recém-criados de luz colorida entram em contato simultaneamente com um de três microdispositivos LCoS: um para cada cor vermelha, verde e azul. Vamos dar uma olhada exatamente no que acontece nos dispositivos na próxima seção;
  5. a luz refletida pelos microdispositivos passa através de um prisma que combina a luz;
  6. o prisma direciona a luz, que agora cria uma imagem totalmente colorida, para a lente de projeção, que amplia a imagem e a exibe na tela.


Na projeção por LCoS, a luz proveniente de uma lâmpada se reflete nos microdispositivos e normalmente é projetada através de uma lente

A maioria das televisões LCoS usa este processo. Alguns projetores usam uma configuração linear em vez de um cubo, e a luz branca atinge superfícies que a colorem de vermelho, verde e azul antes de chegar aos microdispositivos. Uns poucos sistemas usam somente um microdispositivo junto com outros métodos para o acréscimo da cor. Alguns exemplos são as rodas de cores como aquelas encontradas em sistemas DLP ou corantes transmissivos nos próprios microdispositivos. Outros sistemas usam polarizadores ou filtros adicionais para melhorar ainda mais a qualidade e o contraste da imagem.

Sem a lente de projeção, a imagem criada neste processo seria muito pequena para ser vista claramente. É por isso que a tecnologia LCoS cai na categoria das microtelas: telas que são muito pequenas para serem vistas sem algum tipo de ampliação.

A íris SXRD


Foto cedida por Audioholics

A SXRD (abreviação de tela refletora de X-tal e silício) da Sony, sua marca comercial para LCoS, usa uma "íris avançada" para melhorar os níveis de preto. Como a pupila do olho, a íris abre e fecha para alterar a quantidade de luz que entra no sistema. A Sony foi o primeiro fabricante a incluir uma íris, e diversos outros fabricantes estão incorporando equipamentos similares em aparelhos a serem lançados em 2006.