Como o LinkedIn se dintingue dos outros?

O LinkedIn é diferente dos outros porque foi criado exclusivamente para relacionamentos profissionais. Como já dissemos, a página de perfil do LinkedIn é essencialmente um currículo online. Você não consegue publicar fotos (a não ser a foto de seu perfil). Você não consegue hospedar um blog. Você não consegue adicionar seus vídeos favoritos do YouTube nem "zombar" de seus amigos. Você não consegue personalizar as cores nem o layout de sua página de perfil, muito menos procurar "mulheres solteiras, com idade entre 25-30".

Dan Nye, presidente do LinkedIn
Brian Arch/WireImage
O presidente do LinkedIn, Dan Nye, e uma convidada andando sobre o tapete vermelho da Webby Awards, em 5 de junho de 2007

O design claro e "enxuto" de uma página de perfil do LinkedIn faz parte de um esforço consciente de dar um acabamento profissional aos sites de rede social. Houve vários casos que chamaram a atenção nos noticiários de pessoas que perderam uma oportunidade de emprego, ou o próprio emprego, por causa de uma foto mal escolhida ou de um comentário feito no blog da pessoa ou na página do MySpace ou do Facebook (em inglês). O presidente do LinkedIn, Dan Nye, comentou que o site foi criado para apresentar seus membros de "uma forma profissional na Internet [fonte: LinkedIn].

Também já falamos que uma conexão no LinkedIn requer mais do que um simples conhecimento. O site recomenda que todas as conexões sejam vistas como possíveis referências pessoais ou profissionais. Você deve acreditar que todas as suas conexões darão referências positivas a seu respeito a um futuro empregador ou a outros membros de sua rede. Além disso, quando uma pessoa se tornar sua conexão, ela terá acesso a todas conexões de sua rede. Você não vai querer ter uma pessoa na sua lista que incomode suas conexões ou passe para elas uma imagem distorcida sua.

O LinkedIn difere-se de seu concorrente mais próximo, o Facebook, porque este tem por base o grupo, enquanto o LinkedIn está muito mais focado nas pessoas e nas suas realizações. Por exemplo, o Facebook atribui automaticamente membros às "redes", com base na sua localização física e na instituição de ensino que estudaram. Isso provavelmente é mais uma relíquia dos dias em que o Facebook era apenas para estudantes universitários. Os membros do Facebook conseguem facilmente acessar milhares de outros grupos e redes formados pelos próprios membros.

grupos do LinkedIn
Imagem cedida por LinkedIn
Grupos do LinkedIn

O LinkedIn possui o "LinkedIn Groups" (Grupos do LinkedIn), mas o processo de criação e participação de um grupo é mais complicado do que no Facebook ou na maioria dos outros sites de rede social. O LinkedIn possui uma painel especial de análise que aceita solicitações de novos grupos somente de entidades profissionais, grupos de ex-alunos, entidades profissionais de ex-alunos, associações de empresas e grupos semelhantes dirigidos a negócios. E, uma vez que um grupo é adicionado, seu administrador é responsável pela aceitação ou recusa de todos os pedidos de participação nesse grupo.

O LinkedIn também trabalha com um modelo de negócios diferente do da maioria dos sites de rede social. Existem alguns anúncios do Google no LinkedIn, mas nenhum patrocinador corporativo nem propaganda comercial. Em contrapartida, o MySpace ganhou por mês quase US$ 25 milhões com anúncios online até fevereiro de 2007 [fonte: Media Week (em inglês). E o Facebook anunciou um esquema de propagandas, no início de novembro de 2007, que levará para o site anúncios corporativos dirigidos de nomes como Coca-Cola, Blockbuster e Verizon Wireless [fonte: PC World (em inglês)].

Ao contrário, o LinkedIn ganha dinheiro de duas formas básicas. Primeiro, o site cobra os usuários por determinados serviços. Se quiser enviar mais que cinco apresentações, terá que atualizar para uma das contas premium (Personal Plus, Business ou Pro). O mesmo acontece para enviar mensagens no InMail ou receber do OpenLink. A publicação de vagas também tem um custo, assim como outros serviços do site, como buscas por referência e serviços expressos.

Mas o LinkedIn realmente ganha dinheiro com o LinkedIn Corporate Solutions, uma poderosa ferramenta para recrutadores e headhunters corporativos. Quando um usuário registrado do LinkedIn acrescenta suas experiências profissionais e acadêmicas na sua página de perfil, ele está adicionando informações pessoais ao banco de dados profissional do LinkedIn cada vez mais crescente. Com o pagamento de uma taxa de assinatura anual (de US$ 100 mil a US$ 250 mil para algumas empresas), o LinkedIn Corporate Solutions oferece recrutadores e headhunters com ferramentas de busca aprimoradas e software de gerenciamento para encontrar os "candidatos passivos" mais qualificados [fonte: HR.com (em inglês)].

Um candidato passivo é aquele que já tem um emprego e não está à procura de outro. De acordo com o LinkedIn, um candidato ao emprego passivo geralmente tem qualificações melhores do que a média de candidatos ativos que está procurando trabalho [fonte: LinkedIn (em inglês)]. Os recrutadores corporativos buscam pessoas experientes em outras empresas e tentam convencê-las a mudarem de emprego. O LinkedIn estima que mais de 100 mil membros são recrutadores profissionais [fonte: Workforce.com (em inglês)].

Agora, vamos ver quem utiliza o LinkedIn e com que finalidade.