Terminais de texto

Mais do que uma simples janelinha de fundo preto onde o usuário insere linhas de comando para dizer ao computador o que deve ser feito, o terminal texto é uma ferramenta muito poderosa, pois permite que muitas instruções sejam enviadas ao computador de forma precisa e rápida.

Muitas distribuições Linux, voltadas para Desktop, já iniciam o sistema com um terminal gráfico, porém os terminais texto são as primeiras interfaces de usuário carregadas no sistema. Muitas tarefas no Linux só podem ser feitas através do terminal texto.

Com terminais texto também é possível controlar máquinas à distância pela internet, usando conexões fracas como uma linha discada, uma vez que todos os dados transferidos são apenas texto.

terminal texto aberto
©2008 HowStuffWorks
Terminal texto aberto esperando nome de usuário e
senha para inicializar a sessão

Os terminais finitos

Em uma instalação padrão de Linux, o sistema inicializa com 6 terminais texto. Esses terminais são referenciados pelo sistema por ttyX, onde X é o número do terminal, iniciando com 1. Você pode navegar entre eles usando as teclas ALT+F1, ALT+F2, ALT+F3 e assim por diante até ALT+F6.

Se o sistema já estiver inicializado em um terminal gráfico e você estiver nele, acrescente a tecla CTRL na seqüência de comandos, ficando: CTRL+ALT+F1. Você pode navegar entre os terminais texto de 1 a 6.

Os terminais 7 a 12 (F7 a F12 seguindo as teclas de um teclado de PC) são reservados para ambientes gráficos, em que somente um já é suficiente. Para voltar ao terminal gráfico utilize a sequência ALT+F7.

Um usuário pode, se desejar, criar mais terminais texto editando as configurações do sistema, porém isso não é feito normalmente, uma vez que o sistema suporta terminais virtuais.

Os terminais infinitos

Os terminais virtuais são infinitos e podem ser criados utilizando emuladores de terminais. Emulador é um software que permite simular o funcionamento de outro. No sistema os terminais virtuais são referenciados por pst/X, onde X é o número do terminal virtual, iniciando com 0.

O programa de linha de comando screen permite a criação de terminais virtuais dentro de um terminal texto. Já os programas gráficos como o xterm e o gnome-terminal permitem a criação e o uso de terminais texto dentro do ambiente gráfico, privando o usuário de ter que mudar de tela sempre que precisar executar um programa na linha de comando. Terminais remotos também são exemplos de terminal virtual.

terminal de texto virtual dentro do terminal grafico
©2008 HowStuffWorks
Um terminal texto virtual sendo executado dentro do terminal gráfico. O comando who lista, além dos usuários logados no sistema, o número do terminal que o usuário está usando


Os interpretadores de comandos (shell)

Para que os comandos dos usuários sejam executados pelo computador, um programa deve interpretar o que o usuário digitou e converter os comandos em instruções diretas para o computador. Esses programas se chamam shell, e são carregados assim que uma sessão de terminal texto é iniciada.

As distribuições Linux são configuradas por padrão para usar a shell Bash, shell oficial do projeto GNU, porém o usuário pode mudar de shell se assim desejar, editando suas configurações pessoais. Outros exemplos de shell são sh, ksh, tcsh e csh, usadas em sistemas Unix e Unix-like como os BSDs.

Os scripts de shell

Uma outra vantagem de se usar o terminal texto é a possibilidade de escrever scripts. Os usuários podem escrever em um arquivo uma sequência de comandos que executam uma determinada tarefa, como backup, e salvá-lo em algum diretório do sistema. Quando necessitarem daquela sequência de comandos novamente, em vez de redigitar tudo no terminal, devem apenas executar o arquivo criado.

Esses scripts podem ser comparados aos arquivos bat do mundo DOS/Windows, sendo muito mais poderosos e flexíveis.

Alguns programas de administração de sistema, incluídos em várias distribuições, são na realidade scripts de shell que manipulam os arquivos de configuração e alteram o comportamento do sistema.

Editor VIM no modo texto
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©2008 HowStuffWorks

O editor VIM no modo texto editando um script de shell
­ ­para realizar back­ups diários