Essa corrente faz com que o transistor da porta flutuante aja como um canhão eletrônico (em inglês). Os elétrons excitados são impulsionados e atravessam a fina camada de óxido, dando a ela uma carga negativa. Essa negatividade faz com que os elétrons se transformem numa barreira entre as portas de controle e flutuante. Um circuito especial, chamado sensor de células, monitora o nível de carga que passa pela porta flutuante. Se a corrente que passa pela porta for maior do que 50% da carga, ela tem o valor 1. Quando a carga ficar abaixo do percentual mínimo de 50%, o valor passa para 0. Uma EEPROM vazia tem todas as portas totalmente abertas, dando a cada célula o valor 1.
Os elétrons das células do chip de memória flash podem voltar ao normal ("1") através da aplicação de um campo elétrico, uma alta tensão. A memória flash usa um circuito para aplicar o campo elétrico em todo o chip ou em seções pré-determinadas, conhecidas como blocos. Isso apaga a área escolhida do chip, que pode ser regravada. A memória flash é muito mais rápida do que uma tradicional memória EEPROM porque, ao invés de apagar um byte por vez, apaga um bloco ou o chip inteiro e o regrava.
Você pode achar que o rádio do seu carro tem memória flash, afinal, você pode programar os ajustes de estação e o rádio "lembrará" deles. Mas, na verdade, ele está usando a memória Flash RAM. A diferença é que a Flash RAM precisa ter uma fonte de energia para manter o seu conteúdo, enquanto a memória flash mantém seus dados sem nenhuma fonte externa de energia. Mesmo que você tenha desligado o rádio, ele continua puxando corrente para preservar os dados na Flash RAM. É por isso que o rádio perde a memória das configurações se a bateria do seu carro acaba ou os cabos são desconectados.