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Jonathan Strickland - traduzido por HowStuffWorks Brasil
Ferramentas minúsculas
 Imagem cedida por Garrigan.net As ferramentas dos nanorrobôs terão de ser pequenas o bastante para manipular células como esses glóbulos vermelhos |
Os micro-robôs atuais têm apenas alguns milímetros de comprimento e cerca de um milímetro de diâmetro. Mas comparado à escala nano, é enorme. Um nanômetro equivale a um bilionésimo de metro, enquanto um milímetro equivale a um milésimo de metro.
Os nanorrobôs no futuro serão tão pequenos que você só conseguirá enxergá-los com o auxílio de um microscópio. As ferramentas dos nanor-obôs precisarão ser ainda menores. Veja abaixo alguns dos itens que você poderá encontrar na caixa de ferramentas do nanorobô.
- Cavidade para medicamentos - uma cavidade dentro do nanorobô poderá armazenar pequenas doses de medicamentos ou substâncias químicas. O robô poderia liberar o medicamento diretamente no local do ferimento ou da infecção. Os nanorobôs também poderiam armazenar as substâncias químicas usadas na quimioterapia para tratar câncer diretamente no local. Apesar da quantidade de medicação ser relativamente minúscula, a aplicação diretamente no tecido canceroso pode ser mais eficaz do que a quimioterapia tradicional, que depende do sistema circulatório para transportar as substâncias químicas pelo corpo do paciente.
- Sondas, facas e cinzéis - para remover bloqueios e placas, o nanorobô precisará de algo que pegue e quebre materiais. Também vai precisar de um dispositivo que esmague coágulos em pequenos pedaços. Se um pedaço de coágulo se solta e entra na corrente sanguínea, pode causar problemas mais adiante no sistema circulatório.
- Emissores de microondas e geradores de sinal ultra-sônico - para destruir células cancerosas, os médicos precisam de métodos que matarão a célula sem rompê-la. O rompimento dessa célula pode liberar substâncias químicas capazes de fazer o câncer se espalhar ainda mais. Usando microondas bem ajustadas ou sinais de ultra-som, o nanorobô poderia quebrar as ligações químicas na célula cancerosa, matando-a sem romper a parede da célula. Ou então o robô poderia emitir microondas ou sinais de ultra-som para aquecer a célula cancerosa o suficiente para destruí-la.
- Eletrodos - dois eletrodos projetando-se do nanorobô poderiam matar as células de câncer gerando uma corrente elétrica, aquecendo a célula até matá-la.
- Lasers - minúsculos e poderosos lasers poderiam queimar materiais nocivos, como placas nas artérias, células cancerosas ou coágulos de sangue. Os lasers literalmente fariam o tecido evaporar.
Os dois maiores desafios e preocupações que os cientistas enfrentam em relação a essas pequenas ferramentas são torná-las eficazes e seguras. Por exemplo, criar um pequeno laser poderoso o bastante para fazer células evaporarem é um grande desafio, mas desenhá-lo de forma que o nanorobô não danifique tecidos saudáveis ao seu redor torna a tarefa ainda mais difícil. Muitos cientistas desenvolveram nanorobôs pequenos o suficiente para entrar na corrente sanguínea, mas este é apenas o primeiro passo para que os nanorobôs possam realmente ser aplicados na medicina.
Na próxima seção, falaremos sobre onde está a tecnologia dos nanorobôs hoje e onde poderá estar no futuro.