Na maioria dos computadores, as ventoinhas fazem um bom trabalho mantendo os componentes refrigerados. Mas para as pessoas que querem usar hardware de alta tecnologia ou desejam que seus PCs executem mais rapidamente, uma ventoinha pode não ter força suficiente para realizar o trabalho. Se um computador gera muito calor, a refrigeração à líquido, também conhecida como refrigeração à água, pode ser uma solução melhor. Pode parecer um pouco estranho colocar líquido perto de um equipamento eletrônico delicado, mas a refrigeração com água é muito mais eficiente que a refrigeração à ar.
![]() Imagem cedida por Darrin Gatewood PC refrigerado a líquido em um gabinete transparente |
Um sistema de refrigeração a líquido para PCs funciona de maneira bem semelhante a um sistema de refrigeração de um carro. Ambos se aproveitam de um princípio básico da termodinâmica: o calor se transfere de objetos mais quentes para objetos mais frios. Quando o objeto mais frio se torna mais quente, o objeto mais quente se torna mais frio.
A refrigeração a líquido é um processo muito comum. Num sistema de refrigeração de carro circula água, geralmente misturada com anticongelante, por todo o motor. As superfícies quentes do motor aquecem a água, resfriando-se durante o processo.
Clique em "Iniciar" para ver o fluxo do fluido através do motor à medida que o motor se aquece |
A água circula do motor para o radiador, um sistema de aletas e tubos com bastante área de superfície externa. O calor se transfere da água quente para o radiador, causando o resfriamento da água. Depois, a água resfriada retorna ao motor. Ao mesmo tempo, uma ventoinha circula ar sobre a parte externa do radiador. O radiador aquece o ar, resfriando-se ao mesmo tempo. Dessa forma, o calor do motor se transfere para o sistema de refrigeração e para o ar circundante. Sem as superfícies do radiador em contado com o ar e dissipando o calor, o sistema apenas circularia o calor ao redor, em vez de se livrar dele.
Um motor de carro gera calor como um subproduto da queima do combustível. Os componentes do computador, por outro lado, geram calor como um subproduto dos elétrons que se movem ao redor. Os microchips de um computador estão cheios de transistores elétricos, que são basicamente chaves elétricas ligadas ou desligadas. Como os transistores mudam seus estado entre ligado e desligado, a eletricidade move-se ao redor no microchip. Quanto mais transistores um chip contiver e mais rápidas forem as mudanças de estado, mais quentes os chip se tornam. Como um motor de carro, se o chip se torna muito quente, ele falha.
A maioria dos computadores dissipa esse calor com dissipadores de calor e ventoinhas. Os dissipadores de calor são basicamente peças de metal que fornecem muita área de superfície para contato com o ar. O chip aquece o dissipador de calor, o dissipador de calor aquece o ar e a ventoinha move o ar aquecido para fora do gabinete do PC.
![]() Imagem cedida HowStuffWorks Shopper Um dissipador de calor usa muita área de superfície para transferir calor dos componentes eletrônicos para o ar |
Este sistema funciona a maior parte do tempo, mas, às vezes, os componentes eletrônicos produzem mais calor do que a circulação de ar simples pode dissipar. Chips de alta tecnologia com muitos transistores podem sobrecarregar um sistema de refrigeração a ar, assim como chips overclocked, ou seja, chips que foram manualmente ajustados para funcionar mais rápido do que suas velocidades padrão.
Existem duas razões pelas quais um computador pode precisar de condutividade térmica e capacidade de aquecimento de água aumentadas:
Em outras palavras, existem duas razões pelas quais você pode precisar refrigerar um computador com um líquido em vez de ar:
Na próxima seção, vamos dar uma olhada nos componentes de um sistema refrigerado a líquido e como eles funcionam juntos.