Controle do robô policial

Um policial especialista em remoção de bomba caminha ao lado de um robô policial comandado por controle remoto.
Torsten Silz/AFP/Getty Images
Um policial especialista em remoção
de bomba caminha ao lado de um robô
policial comandado por controle remoto

Os robôs policiais não são autônomos. Não conseguem pensar nem tomar decisões - um oficial de polícia controla cada movimento remotamente. Dependendo do modelo, o robô pode ser sem fio ou ter um cabo conectado à energia ou a uma estação de controle. Os modelos sem fio são controlados por rádio, como um carro complexo com controle remoto.

Um policial pode controlar o robô a partir de um único console especificamente criado para o robô ou de um laptop carregado com o software apropriado. Alguns modelos incluem controladores especializados, como joysticks personalizados, que um oficial pode conectar a um laptop, enquanto outros podem precisar de uma entrada através de comandos do teclado.

Os centros de controle e comando do robô são portáteis, permitindo que os oficiais montem uma estação a uma distância segura de onde o robô fará seus trabalhos. Normalmente, um policial opera o robô dentro de seu campo de visão, para que seja mais fácil manobrá-lo em terrenos difíceis ou ao redor de obstáculos.

Esse robô pode ser manobrado sobre trilhos e até em escadas
Luke Frazza/AFP/Getty Images
Esse robô pode ser manobrado
sobre trilhos e até mesmo em escadas

O operador também consegue ver o que as câmeras do robô capturam nos monitores do computador. A distância do policial depende do robô - robôs presos são aqueles limitados pelo comprimento do cabo que conecta a máquina a sua fonte de alimentação ou ao centro de controle, enquanto os robôs sem fio são os que podem funcionar a qualquer distância dentro de sua capacidade de detecção dos sinais de rádio.

Na próxima seção, teremos uma visão geral de um típico robô policial.

Perigo! Will Robinson
Robôs que não funcionam são protagonistas de histórias de terror e de ficção científica, mas também são uma realidade. Em 1993, um robô de remoção de bomba, em São Francisco, começou a agir de modo estranho antes de tentar agarrar uma bomba perigosa. O robô parou de responder aos comandos enviados pelo oficial de polícia no centro de controle e começou a girar no local. Felizmente, o robô ainda não tinha pegado a bomba, do contrário, a situação poderia ter virado uma tragédia [fonte: The New York Times (em inglês)].