Algumas empresas fabricam robôs policiais e outras produzem modelos diferentes com base nas necessidades e nos recursos das diferentes polícias. Os modelos de robôs não são exatamente iguais, mas a maioria deles compartilha os recursos e as funções básicas.
![]() John Moore/ Getty Images Esse robô se move sobre esteiras e não sobre rodas |
Como é difícil criar um robô que ande sobre pernas, os robôs policiais geralmente circulam em pneus de borracha ou esteiras. Alguns modelos possuem rodas pneumáticas fáceis de remover e de substituir, diminuindo o espaço necessário para guardar ou transportar a máquina. Muitos modelos também têm rodas individualmente motorizadas, facilitando para o operador pilotar em terrenos irregulares - ele pode cortar a energia de qualquer roda que não está em contato com o chão e redirecionar a tração para as outras rodas. Outros têm rodas montadas em trilhos com articulação - os trilhos podem dobrar conforme os contornos do chão. Alguns, inclusive, conseguem subir escadas.
Robôs sofisticados requerem uma fonte de alimentação pesada. Se o robô não estiver ligado a uma fonte de alimentação por um cabo, ele precisará de uma bateria embutida. Como a maioria dos robôs pesa centenas de quilos (alguns modelos, mais de 400kg), eles precisam de baterias que possam oferecer níveis significativos de energia durante várias horas. Por esse motivo, os robôs policiais utilizam baterias de chumbo-ácido, o mesmo tipo usado nos carros.
Os robôs usados para manipular objetos, como bombas ou materiais perigosos, precisam de um braço robótico. Os braços robóticos geralmente têm vários pontos de articulação ou juntas. O braço pode ter as mesmas habilidades de um braço humano, com articulação de ombro, cotovelo e pulso, ou pode ter muito mais juntas, permitindo que o operador alcance lugares que não alcançaria sozinho. Na ponta do braço existe um manipulador, geralmente uma garra com dois dedos.
Como o policial que controla o robô está a alguns metros de distância dele, ele precisa conseguir ver o ambiente do robô, independentemente de sua própria perspectiva. Por esse motivo, os robôs policiais utilizam câmeras de vídeo para transmitir imagens ao laptop ou ao console do operador. A maioria dos robôs usa pelo menos duas ou três câmeras, de modo que o operador possa saber o que acontece ao redor do robô. Alguns modelos possuem uma câmera montada em cada ponto de articulação, assim como câmeras fixas presas no corpo do robô. Os sistemas de câmera de vídeo variam de preto e branco, à visão noturna e ao infravermelho.
Outro recurso que muitos robôs policiais têm é um sistema de áudio de dois canais. Os fabricantes montam microfones e alto-falantes no robô possibilitando que a polícia escute os sons do ambiente em que o robô está ou permitindo que ela se comunique com suspeitos ou reféns em uma situação de perigo. O robô pode ser os olhos e os ouvidos da polícia sem que a vida de qualquer oficial seja colocada em risco.
Na próxima seção, veremos os robôs policiais em ação.