![]() Cris Bouroncle/ AFP/ Getty Images Um robô coloca um pequeno |
A maioria dos robôs policiais são altamente móveis e possuem sistemas audiovisuais sofisticados, então, a polícia tem a opção de usá-los em várias situações. O uso mais comum de um robô policial é na remoção de bombas. Embora os robôs sejam caros, o custo se torna pequeno se comparado à vida humana. Alguns robôs são tão resistentes que podem sobreviver a várias explosões. Entretanto, a meta principal é evitar qualquer tipo de explosão.
Ao investigarem um possível caso de bomba, os policiais utilizam as câmeras no robô para avaliarem a situação. Se o robô for capaz de alcançar o dispositivo suspeito, o operador pode usar a garra para segurá-lo, levantá-lo e movê-lo para um local mais afastado para detonação. Nos casos em que o dispositivo não for de fácil acesso ou parecer ter um mecanismo de disparo que o ativará se for movido, pode ser que a polícia tenha que detoná-lo no local.
Os robôs também podem ser usados como dispositivos de vigilância. Um robô com microfones e visão noturna pode se aproximar de uma área potencialmente perigosa enquanto transmite as informações ao operador. O uso de um robô pode ajudar a reduzir o tempo de a polícia avaliar a situação, sem colocar um policial em risco.
Usando um sistema de áudio de dois canais, a polícia pode se comunicar com qualquer pessoa, de suspeitos a reféns. Os robôs são úteis nas situações de negociação, pois, a menos que estejam visivelmente armados, não representam uma ameaça. Outro benefício é que as câmeras do robô podem continuar coletando informações enquanto a polícia utiliza o sistema de áudio para se comunicar com as pessoas em situações perigosas. A polícia também pode usar os robôs para fazer entregas, como de alimentos a vítimas e a suspeitos em casos de reféns, sem colocar em risco a vida de um policial.
Alguns robôs têm sensores que podem detectar desde narcóticos a armas químicas, radioativas ou biológicas. Os robôs ajudam os policiais a determinarem, com rapidez e segurança, o quanto uma área é perigosa. Os operadores podem manobrar os robôs por ambientes arriscados para encontrar sobreviventes. Alguns robôs são fortes o suficiente para tirar vítimas de situações fatais.
Empresas como Remotec e RoboticFX trabalham constantemente no desenvolvimento de novos robôs para as forças policiais, para o exército e outras organizações que lidam com situações de perigo. Os modelos mais novos têm melhor capacidade de manobra, baterias de duração mais longa, braços com mais pontos de articulação e novos acessórios criados para ajudar os policiais a realizarem tarefas perigosas.
Futuramente, os robôs poderão ser mais autônomos, acabando com a necessidade de um operador ordenando as manobras. À medida que os robôs se tornam mais ágeis, podemos ver um aumento da presença da polícia robô armada.
Mas mesmo que as empresas possam atender todas as demandas tecnológicas de uma força policial armada e autônoma, ainda há obstáculos políticos e sociais. O que acontece se um robô policial não funcionar e ferir alguém, por exemplo? Além disso, a compra e a manutenção de robôs são caras e eles ainda requerem a força de um policial para funcionarem.
Mas suas desvantagens são mínimas se você considerar que os robôs ajudam a manter os oficiais da lei em segurança. Por enquanto, os robôs policiais são bem raros - existe pouquíssima chance de você dar de cara com um pelas ruas - mas em algumas décadas, poderemos ver um policial robô em forma de foguete, sobre rodas, orientando-nos a atravessar a rua na faixa de pedestres.
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