Todos os telefones celulares emitem uma certa quantidade de radiação eletromagnética. Dada a proximidade entre o fone e a cabeça, é possível que a radiação cause algum tipo de dano aos usuários. O que está sendo discutido no cenário científico e político é exatamente a quantidade de radiação que é considerada nociva, e se há algum efeito potencial a longo prazo causado pela exposição à radiação dos telefones celulares.
Há dois tipos de radiação eletromagnética:
Em seu Web site, o FDA declara que "os indícios científicos disponíveis não demonstram quaisquer efeitos adversos à saúde associados ao uso de telefones móveis". Contudo, isso não significa que o potencial para o mal não exista. Segundo a FCC, a radiação pode danificar o tecido humano se este for exposto a níveis elevados de radiação RF (radiofreqüência). A radiação RF tem a capacidade de aquecer o tecido humano do mesmo modo que os fornos de microondas aquecem os alimentos. O dano ao tecido pode ser causado pela exposição à radiação RF porque nosso corpo não está preparado para dissipar quantidades excessivas de calor. Os olhos são especialmente vulneráveis devido ao pequeno fluxo sangüíneo nessa área.
![]() O uso de celulares continua a crescer, e é por isso que os cientistas e legisladores estão tão preocupados com os riscos potenciais associados a esses aparelhos |
A preocupação com a radiação não ionizante, como a dos telefones celulares, é que ela poderia causar efeitos a longo prazo. Ainda que ela não cause mal imediato ao tecido, os cientistas ainda não sabem ao certo se a exposição prolongada pode criar problemas. Trata-se de uma questão muito delicada, já que cada vez mais pessoas estão usando telefones celulares.
Eis algumas doenças e distúrbios potencialmente vinculados à radiação de telefones celulares:
Os estudos apenas complicaram ainda mais a questão. Assim como acontece com a maioria dos tópicos polêmicos, diversos estudos apresentam resultados contraditórios. Alguns dizem que os telefones celulares estão vinculados à ocorrência mais elevada de câncer e outras doenças, enquanto outros concluem que os usuários de celulares não têm índice mais elevado de câncer do que a população em geral. Até hoje, nenhum estudo proporcionou provas conclusivas de que os telefones celulares podem causar qualquer uma dessas doenças. Contudo, há estudos em andamento que analisam a questão com mais detalhes. Veja a página de links no final deste artigo para mais informações sobre esses estudos.
|
Em níveis elevados, a energia de radiofreqüência pode aquecer rapidamente o tecido biológico e causar danos como queimaduras, segundo um relato recente do U.S. General Accounting Office (em inglês) um órgão congressional apartidário que faz auditoria em programas federais. O relatório declara que os telefones celulares operam com níveis de potência abaixo do ponto em que ocorreriam esses efeitos gerados pelo calor. A quantidade de radiação emitida pelos aparelhos é, na verdade, mínima, e o governo federal dos EUA limita a quantidade de radiação que um celular pode emitir.
Na próxima seção, veremos como são testados os níveis de radiação dos telefones celulares.