O limite de exposição definido pelo FCC para telefones celulares se baseia nos efeitos gerais de aquecimento da energia de radiofreqüência. O limite de exposição foi definido pelo FCC em 1996. Um ano depois, o órgão publicou diretrizes de teste não obrigatórias que ajudaram os fabricantes a atender aos limites de exposição. O FCC ainda permite outras técnicas de teste depois que ele faz uma análise dos procedimentos.
O teste dos níveis de radiação é feito de acordo com o índice de absorção específico (SAR), que é um modo de avaliar a quantidade de energia de radiofreqüência absorvida pelo corpo humano. Para obter uma licença do FCC, o nível máximo de SAR do telefone deve ser inferior a 1,6 watts por quilograma (W/kg). Em 2000, a (CTIA) Cellular Telecommunications and Internet Association (em inglês) ordenou que os fabricantes de telefones celulares colocassem etiquetas nos aparelhos com informações sobre os níveis de radiação.
![]() Foto cedida pelo U.S. General Accounting Office Uma sonda presa a um braço mecânico faz as mensurações do SAR através de um molde com forma humana. O molde é preenchido com uma mistura líquida que simula as propriedades elétricas do tecido humano. |
As técnicas de teste variam um pouco, mas, de modo geral, são padronizadas. O relatório, "Pesquisas e esforços legislativos sobre as questões de saúde relacionadas ao telefone celular", publicado em maio de 2001 pela GAO, descreve como os níveis de SAR são avaliados. Eis o que o relatório descreveu:
Durante o teste, levanta-se e recolhe-se a antena do telefone para verificar quaisquer flutuações na radiação que o telefone possa apresentar em diversas configurações. O fabricante deve enviar ao FCC o nível de SAR mais elevado obtido durante esses testes. Os telefones têm que apresentar resultados abaixo de 1,6 W/kg, em média, em relação a 1 grama de fluido.
Para saber o índice de absorção específico de seu telefone, visite este site do FCC (em inglês). É preciso que seu telefone tenha um código de identificação do FCC. Digite o código no campo correto e o site dará as informações sobre o aparelho consultado.
Segundo o relatório GAO, em conseqüência da falta de qualquer padrão de teste na indústria como um todo, o FCC precisa avaliar os procedimentos individuais usados pelos fabricantes para certificar o nível de SAR de cada novo telefone.
Ainda não se sabe ao certo se os telefones celulares realmente causam algum mal significativo ao corpo humano. Estudos sobre a questão continuam contraditórios. É possível que novos estudos esclareçam os verdadeiros efeitos da radiação de telefones celulares, mas talvez apenas confundam ainda mais os consumidores. Enquanto isso, milhões de usuários de celulares correm os riscos que podem advir do uso dos aparelhos.
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