Aumentando nosso mundo

A idéia básica da realidade aumentada é sobrepor gráficos, áudio e outras aplicações sensoriais ao ambiente do mundo real em tempo real. Parece muito simples. Além disso, as redes de televisão já não fazem isto com gráficos há décadas? Claro, mas o que as emissoras fazem é exibir um gráfico estático que não se ajusta ao movimento da câmera. A realidade aumentada é muito mais avançada do que qualquer tecnologia que você já tenha visto na TV, apesar das primeiras versões aparecerem nas corridas e jogos de futebol americano, como a Racef/x (em inglês) e a "super-imposted first down line", ambas criadas pela SporTVision (em inglês). Estes sistemas exibem gráficos para apenas um ponto de vista. Os sistemas de realidade aumentada da próxima geração vão exibir gráficos para a perspectiva de cada um dos espectadores.

A realidade aumentada ainda está em um estágio inicial de pesquisa e desenvolvimento em várias universidades e empresas de tecnologia. Daqui a algum tempo, possivelmente no final desta década, veremos o primeiro sistema de realidade aumentada para o mercado de massa, que um pesquisador chama de "Walkman do século XXI". O que ela tenta fazer é, não só sobrepor gráficos a um ambiente real em tempo real, mas também alterar estes gráficos para que acompanhem os movimentos da cabeça e dos olhos do usuário, sempre de acordo com sua perspectiva. Os três componentes necessários para fazer um sistema de realidade aumentada funcionar são:

  • vídeo-capacete
  • sistema de rastreamento
  • capacidade computacional móvel


Foto: cortesia do Laboratório de Computação Gráfica e Interfaces de Usuário da Universidade de Columbia
Protótipo inicial de um sistema móvel de realidade aumentada

O objetivo é incorporar estes três componentes em uma unidade, armazenada em um dispositivo para se prender como um cinto, que transmite informações sem fio para um visor que lembra um par de óculos. Vamos dar uma olhada em cada um dos componentes deste sistema.