Vídeo-capacetes

Assim como vemos texto e gráficos gerados por computadores nos monitores, os vídeo-capacetes (HMDs) vão permitir que vejamos gráficos e textos criados por sistemas de realidade aumentada. Até hoje, não foram criados muitos vídeo-capacetes especificamente para a realidade aumentada. A maioria dos visores, que parecem óculos de esqui, foram criados para a realidade virtual. Há dois tipos básicos de HMDs:
  • vídeo transparente
  • visor óptico transparente
Os visores de vídeo transparente impedem que o usuário veja o ambiente que o cerca, usando pequenas câmeras de vídeo presas do lado de fora dos óculos para capturar imagens. Do lado de dentro do visor, a imagem de vídeo é exibida em tempo real e os gráficos são sobrepostos ao vídeo. O problema em usar câmeras de vídeo é que há um atraso (lag) no ajuste da imagem quando o usuário move a cabeça.


Foto: cortesia do Laboratório de Computação Gráfica e Interfaces de Usuário da Universidade de Columbia
Visores de realidade aumentada ainda são bem volumosos, mas acredita-se que seja possível criar um visor que pareça com um par de óculos

A maioria das empresas que tem feito visores ópticos transparentes tem tradição no mercado. A Sony fabrica um visor chamado Glasstron. Blair MacIntyre, diretor do Laboratório de Ambientes Aumentados (em inglês) da Geórgia Tech, acredita que o Visor Virtual de Retina da Microvision seja o sistema de realidade aumentada mais promissor. Este dispositivo usa luz para pintar imagens na retina, movendo rapidamente a fonte de luz. O problema do visor da Microvision é que custa cerca de US$ 10 mil. MacIntyre diz que o visor de escaneamento de retina é promissor porque pode ser pequeno. Ele imagina um par de óculos comuns que terá uma fonte de luz ao lado para projetar imagens na retina.