
Por que Carr e outros acreditam que o Google esteja tão interessado em criar uma rede (em inglês) de computação em nuvem para as massas? A idéia não é difícil de desenvolver. O Google se tornou uma das maiores empresas de computação do mundo e, com certeza, interessa-se por novas idéias e novas oportunidades de negócios.
O presidente do Google, Eric Schmidt, tornou-se integrante do conselho da Apple em agosto de 2006. Quando questionado sobre a idéia de uma parceria com a Apple, em entrevista à revista Wired, em dezembro de 2007, ele respondeu com franqueza: "O modelo de arquitetura do Google, que gira em torno da banda larga, serviços e assim por diante, e funciona muito bem com os poderosos aparelhos e serviços que a Apple vem desenvolvendo. Somos o perfeito fornecedor de infra-estrutura para os problemas que eles desejam resolver" [fonte: Vogelstein (em inglês)].
De acordo com Carr, a Apple não dispõe de poder de supercomputação da ordem requerida para cuidar do aspecto de infra-estrutura da parceria. Não existem muitas organizações que o tenham. Apenas Google, Microsoft, Yahoo, IBM e Amazon teriam essa capacidade, diz Prabhakar Raghavan, diretor de pesquisa do Yahoo [fonte: Baker]. Google e Apple são parceiros há anos. Caso a Microsoft obtenha sucesso em sua oferta de aquisição do Yahoo anunciada em 1° de fevereiro de 2008, a combinação entre as duas empresas poderia bancar um sistema sofisticado de computação em nuvem.
Se Google e Apple formarem uma aliança para essa espécie de empreitada, eis o que Carr imagina para o seu computador em nuvem.
Em um acordo como esse, diz Carr, a Apple venderia o hardware e o Google subsidiaria o custo de fornecer os servidores por meio de publicidade, da mesma maneira que o faz nos outros negócios em que opera. Schmidt disse que o Google ofereceria o máximo possível de serviços gratuitamente, ainda que a empresa acredite que os usuários mais avançados possam ser convencidos a pagar por acesso a recursos superiores.
Robert Cringely, um conhecido repórter e colunista de tecnologia, concorda com Carr quanto à possibilidade de uma parceria entre Google e Apple para computação em nuvem, mas também acredita que o negócio seria menos simples do que Carr descreve. Em vez disso, a personalidade de Steve Jobs, o lendário co-fundador e presidente da Apple, poderia servir como fonte de irritação a Schmidt e o Google. "Schmidt (e Carr) vêem a situação do aspecto de a Apple não dispor de um supercomputador, mas Jobs acredita com igual firmeza que o Google não sabe operar o supercomputador de que dispõe, e além disso ele poderia alugar um supercomputador sempre que precisasse dele. Em resumo, é isso" [fonte: Cringely (em inglês)].
Cringely acredita que a Apple produzirá o aparelho para computação em nuvem previsto por Carr, mas que também produzirá outros aparelhos para a mesma função, a preços variados. Ele diz que a Apple seria a empresa dominante na parceria e que o Google ficaria em posição secundária.
A Apple poderia mesmo encontrar outros parceiros para fornecer serviços aos seus consumidores? E se o Google e a Apple se unissem? Alguém seria capaz de enfrentá-los? Aprenda mais sobre os esforços de computação em nuvem na próxima página.