Roteando pacotes de dados: um exemplo

Vamos dar uma espiada em um roteador de tamanho médio - o roteador usado em um escritório do HowStuffWorks. Em nosso caso, o roteador tem apenas duas redes para se preocupar: a rede do escritório, com cerca de 50 computadores e equipamentos, e a Internet. A rede do escritório é ligada ao roteador por uma conexão Ethernet, especificamente uma conexão 100 base-T (100 base-T significa uma conexão com tráfego de 100 megabits por segundo e usando um cabo de par trançado como as versões dos cabos de 8 fios que conectam seu telefone à tomada da parede). Existem duas conexões entre o roteador e nosso ISP (provedor de Internet). Uma é a conexão tipo T-1, que suporta 1,5 megabit por segundo. O outro é uma linha ISDN (em inglês) que suporta tráfego de 128 kilobits por segundo. A tabela de configuração do roteador informa que todos os pacotes de dados "fora de limites" (mais de 128 Kbits) devem usar a linha T-1, a menos que ela esteja indisponível por qualquer motivo (por exemplo, uma retroescavadeira desenterrando o cabo). Caso ela não possa ser usada, o tráfego "fora do limite" irá para a linha ISDN. Dessa forma, a linha ISDN age como um "seguro" contra os problemas com a rápida conexão T-1, e nenhuma ação dos operadores da rede é requerida para fazer o chaveamento em caso de problema. A tabela de configuração sabe o que fazer.

Complementando, para rotear pacotes de dados de um ponto para outro, o roteador do HowStuffWorks tem regras limitando a forma como computadores de fora da rede podem conectar computadores da rede, como a rede HowStuffWorks aparece para o mundo externo e outras funções de segurança. Muitas companhias têm também uma porção específica de equipamento ou de programa chamada firewall para reforçar a segurança, ao passo que as regras em uma tabela de configuração de roteador são importantes para manter uma rede da companhia (ou da família) segura.

Uma das atribuições decisivas de qualquer roteador é conhecida quando um pacote de informações pára em sua rede local. Para tanto, ela usa um mecanismo conhecido por máscara de sub-rede. A máscara de sub-rede parece um endereço IP e freqüentemente se registra "255.255.255.0". Isso informa ao roteador que todas as mensagens com os remetentes e recebedores possuem endereços compartilhando os três primeiros grupos na mesma rede e não devem ser transmitidos para outra rede. Aqui temos um exemplo: o computador no endereço 15.57.31.40 envia uma requisição para o computador no endereço 15.57.31.52. O roteador, que vê todos os pacotes de dados, confronta as três primeiras partes no endereço de ambos, o remetente e o recebedor (15.57.31), e mantém o pacote de dados na rede local (você irá aprender mais sobre como funciona o endereçamento na próxima seção).

Entre o momento em que estas palavras deixam o servidor howstuffworks.com e o momento em que elas são mostradas em seu monitor, elas passam por vários roteadores (é impossível saber de antemão quantos) que os ajudam pelo caminho. É muito semelhante ao processo que leva uma carta de sua caixa postal para a caixa postal de um amigo, com os roteadores tomando o lugar dos carteiros que distribuem essas cartas pelo caminho.