Princípios básicos do SCSI

O SCSI é baseado em uma antiga interface de barramento proprietária chamada Shugart Associates System Interface (SASI). A SASI foi desenvolvida em 1981 pela Shugart Associates em conjunto com a NCR Corporation. Em 1986, o Instituto Americano de Padrões Nacionais (ANSI - American National Standards Institute) aprovou o SCSI, uma versão modificada da SASI. O SCSI usa uma controladora para enviar e receber dados e energia de dispositivos SCSI, como HDs e impressoras.


Conector SCSI

O SCSI tem vários benefícios: é muito rápido - chega a 320 MB/s - e está no mercado há mais de 20 anos, sendo incansavelmente testado - portanto, tem a reputação de ser confiável. Da mesma maneira que o Serial-ATA e o FireWire, ele aceita vários itens diferentes em um barramento. O SCSI também funciona na maioria dos sistemas de computadores.

No entanto, o SCSI também tem alguns problemas em potencial. Tem suporte limitado da BIOS do sistema e precisa ser configurado para cada computador. Também não existe uma interface de software comum para SCSI. Por fim, todos os tipos diferentes de SCSI têm velocidades, largura de barramento e conectores diferentes, o que pode ser confuso. Mas, uma vez conhecido o significado por trás de "Fast", "Ultra" e "Wide", fica fácil entender. Falaremos a respeito destes tipos se SCSI a seguir.

RAID
O SCSI é frequentemente usado para controlar uma matriz redundante de discos independentes (RAID - Redundant Array of Independent Disks, ou também denominada Redundant Array of Inexpensive Disks). Outras tecnologias, como o serial-ATA (SATA), também podem ser usadas para este propósito. Os drives SATA mais novos tendem a ser mais rápidos e mais baratos que os drives SCSI.

Uma RAID é uma série de discos rígidos (HDs) tratados como um único grande drive. Estes discos conseguem ler e gravar dados ao mesmo tempo, o que é conhecido como striping (fragmentação dos dados). O controlador RAID determina qual disco recebe cada porção de dados. Enquanto um drive grava os dados, a controladora envia ou recebe dados de outro drive.

O RAID também aumenta a tolerância a falhas (fault tolerance) através de espelhamento (mirroring) e paridade (parity). O espelhamento faz uma duplicação exata dos dados de um HD em um segundo HD. A paridade requer no mínimo três discos, e os dados são gravados sequencialmente para cada drive, exceto o último. O último drive armazena um número que representa a soma dos dados dos outros discos. Para mais informações sobre RAID e tolerância a falhas, confira esta página (em inglês).