História do gerenciamento de inventário

O constante "beep, beep, beep" dos códigos de barras sendo escaneados na esteira do caixa representa um pilar dos modernos sistemas de gerenciamento de inventários: rastreamento de estoque.

Nas primeiras lojas, os varejistas anotavam as compras, ou olhavam no final do dia quantas unidades tinham saído e faziam o possível para prever as necessidades futuras. A experiência e a intuição eram suas habilidades, mas isso se tornou um método inexato, mesmo quando aplicado a operações que eram pequenas se comparadas aos padrões atuais.

Depois da Revolução Industrial, a eficiência e a produção em massa tornaram-se as principais metas dos negócios, junto com uma experiência melhorada dos clientes no ponto de venda. Uma equipe da Harvard University projetou o primeiro sistema moderno de checagem de saída no início dos anos 30. O sistema usava cartões perfurados que correspondiam a itens do catálogo. Um computador lia os cartões perfurados e passava as informações ao depósito, que deveria então levar o item até o cliente. Por causa do sistema automatizado, as máquinas podiam gerar também registros de faturamento e gerenciar inventários. O sistema provou ser muito caro para o uso, mas uma versão dele está em uso hoje em algumas lojas, onde os varejistas colocam cartões com informações do produto no corredor para que os clientes selecionem e levem à fila do caixa. Isso normalmente se aplica a itens que são caros ou grandes, e para itens controlados, tais como medicamentos.

Os varejistas sabiam que precisavam de um sistema melhor, e os pesquisadores criaram o precursor do sistema de código de barras moderno no final dos anos 40 e início dos anos 50. O sistema usava tinta sensível à luz ultravioleta e uma leitora para marcar itens para venda. Novamente o sistema era muito trabalhoso e desprovido da potência do computador para fazê-lo funcionar.

O desenvolvimento da tecnologia laser a preço acessível nos anos 60 restaurou o conceito. Os lasers permitiram leitoras menores, mais rápidas e mais baratas, os scanners. O código de barras moderno, ou Código Universal de Produtos (CUP), nasceu e cresceu pouco antes dos anos 70. Como a potência dos computadores tornou-se melhor, a capacidade dos códigos de barras para ajudar a controlar e gerenciar inventários melhorou exponencialmente.

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Foto cedida por Dreamstime
Os códigos de barras ajudam os varejistas e fornecedores a rastrear o inventário

Durante a segunda metade dos anos 90, os varejistas começaram a implementar modernos sistemas de gerenciamento de inventários, possibilitados em grande parte pelos avanços na tecnologia dos computadores e softwares. Os sistemas funcionam em processo circular: do rastreamento da compra e monitoramento do inventário, ao novo pedido e de volta ao rastreamento da compra.

Nos últimos anos, uma outra tecnologia promissora para rastreamento de inventário também fez sua incursão nas lojas, depósitos e fábricas. A identificação de freqüência de rádio, ou RFID, usa um microchip para transmitir informações do produto, tais como tipo, fabricante e número serial, para um scanner ou outro dispositivo coletor de dados. É superior ao código de barras em vários aspectos. Por exemplo, um scanner lê a informação de um RFID a uma distância de vários metros, tornando-o ideal para rastreamento de itens estocados em prateleiras altas nos depósitos. O RFID pode também identificar mais que um código de barras e em alguns sistemas avisam ao varejista se um item está fora de lugar no estoque, fornecendo excelentes características anti-roubo.

Outro método popular de controle de inventário automatizado é o inventário controlado pelo fornecedor. Neste esquema, o fornecedor é responsável por manter seus produtos estocados na prateleira de uma loja. O fornecedor e o varejista trabalham juntos e compartilham informações específicas.

Este sistema também tem muitas vantagens para os fornecedores. Ele permite que os fornecedores tenham certeza que seus produtos estão adequadamente expostos e disponíveis, e os coloca em contato com o varejista e os dados de vendas. O retorno que o fornecedor recebe pode desempenhar um importante papel no seu marketing, na pesquisa e no desenvolvimento.