Monitoramento tradicional

A supervisão de computadores é, de longe, o método principal de se monitorar as atividades do empregado. Contudo, os empregadores ainda estão usando métodos tradicionais, como bisbilhotar chamadas telefônicas, armazenar e rever a caixa postal e gravar os empregados no trabalho, de acordo com a American Management Association (em inglês).

"A linha entre a vida pessoal e profissional de alguém pode tornar-se indistinta com as expectativas de uma semana de sete dias com 24 horas de trabalho, mas os empregados devem se empenhar em manter alguma discrição sobre suas atividades pessoais durante as horas oficiais de trabalho", disse Ellen Bayer, líder de prática de recursos humanos da AMA.

Atualmente, 78% de todas as empresas usam algum tipo de sistema de supervisão. Aqui está uma análise dos métodos que elas usam:

  • armazenar e rever arquivos de computador: 36%
  • filmar empregados: 15%
  • gravar e rever chamadas telefônicas: 12%
  • armazenar e rever caixa postal: 8%
A ACLU (União Americana pela Liberdade Civil) - em inglês - estima que os empregadores bisbilhotem cerca de 400 milhões de chamadas telefônicas anualmente. Leis sobre grampo telefônico proíbem bisbilhotar conversas a menos que uma das partes na conversa consinta, mas o Electronic Communication Privacy Act of 1986 (em inglês) permite que os empregadores escutem conversas "relacionadas ao trabalho". O ECPA dá aos empregadores liberdade quase total para escutar qualquer conversa telefônica, uma vez que se pode argumentar que leva alguns minutos para se decidir se uma chamada é pessoal ou relacionada ao trabalho.


As câmeras conseguem monitorar ações que os programas de computador não conseguem

Além de monitorar conversas telefônicas, os empregadores freqüentemente colocam câmeras de vídeo na área de trabalho para monitorar as atividades do empregado. Às vezes pequenas câmeras são implantadas e direcionadas para visualizar o computador. A atividade do computador do empregado pode ser monitorada assim.

"A privacidade no local de trabalho de hoje é ilusória", disse Bayer. "Nesta era de cubículos em espaço aberto, espaço dividido na escrivaninha, computadores em rede e tele-empregados, é difícil prender-se à crença de um espaço privado. O trabalho é conduzido em equipamentos que pertencem a empregadores que têm o direito legal ao produto do trabalho dos empregados que os usam".

Na próxima seção, vamos explorar mais a legalidade do monitoramento do local de trabalho e responder sobre quanta privacidade você pode esperar no trabalho.