O blink usa um tipo específico de RFID desenvolvido sob a norma International Standard 14443 (em inglês). A norma ISO 14443 possui determinados recursos que a tornam particularmente bem adequada a aplicações que envolvem informações sensíveis, como números de conta de cartão de crédito:
![]() Foto cedida Chase Bank Terminal blink |
Em alguns casos, a indução é algo que os engenheiros elétricos tentam evitar. Por exemplo, se as linhas elétricas em sua vizinhança passam muito perto das linhas telefônicas, o campo magnético produzido pelas linhas de eletricidade pode gerar voltagem nas linhas telefônicas. Essa voltagem aparece na forma de ruíd" no sinal que passa pelas linhas de telefone. Essa interferência pode ser evitada através de blindagem e da disposição adequada das linhas.
Já para dispositivos RFID como os cartões blink, os engenheiros reforçaram a indução. Cada cartão blink contém um pequeno microchip e uma malha de fio. O terminal blink libera um campo magnético na área circundante. Quando um cartão blink chega bem próximo, a malha de fio entra no campo do terminal, causando indução. A voltagem gerada pela indução energiza o microchip. Sem esse processo, chamado acoplamento indutivo, cada cartão blink teria de carregar sua própria alimentação de energia na forma de uma bateria, o que acrescentaria volume e peso e poderia eventualmente descarregar a bateria. Como o sistema é alimentado pelo terminal, o sistema blink é conhecido como um sistema passivo.
Assim que o cartão blink recebe energia do terminal, o processador transmite as informações para o terminal na freqüência de 13,56 MHz. Essa freqüência foi escolhida por sua adequação ao acoplamento indutivo, resistência à interferência ambiental e baixa taxa de absorção pelos tecidos humanos. Os conjuntos de instruções embutidas no processador criptografam os dados durante a transmissão.
Na próxima seção, vamos saber se os usuários do blink precisam ficar preocupados com a segurança.