Uma breve história

Os telefones sem fio surgiram por volta de 1980 e os primeiros aparelhos operavam em uma freqüência de 27 MHz. Eles tinham os seguintes problemas:
  • alcance limitado;
  • qualidade de som insatisfatória - sons ruidosos e cheios de estática porque as paredes e os eletrodomésticos interferiam nos sinais;
  • segurança precária - as pessoas podiam interceptar facilmente os sinais de outro telefone sem fio devido ao número limitado de canais.
Em 1986, a Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC) concedeu a faixa de freqüências de 47 a 49 MHz para o telefone sem fio, o que diminuiu seu problema de interferência e reduziu a potência necessária para seu funcionamento. Entretanto, os telefones ainda possuíam um alcance limitado e qualidade de som precária.

Como a freqüência de 43 a 50 MHz dos telefones sem fio estava se tornando cada vez mais lotada, a FCC concedeu a faixa de freqüências de 900 MHz em 1990. Essa freqüência mais elevada permitiu que o telefones sem fio tivessem som mais nítido, transmitissem a maiores distâncias e tivessem mais canais para escolher. No entanto, eles ainda eram muito caros - cerca de US$ 400.

Em 1994 foram lançados os telefones sem fio digitais na faixa de freqüência de 900 MHz. Os sinais digitais permitiram que os telefones fossem mais seguros e diminuiu a espionagem. Em 1995, a DSS, distribuição de espectro digital, foi introduzida nos telefones sem fio. Esta tecnologia possibilitou que as informações digitais fossem espalhadas por diversas freqüências entre o receptor e a base, tornando assim quase impossível espionar as conversas nos telefones sem fio.

Em 1998, a FCC liberou a faixa de 2,4 GHz para uso dos telefones sem fio. A freqüência em questão aumentou a distância ao longo da qual um telefone sem fio pode operar, além de tirá-lo da faixa de freqüência da maioria dos rastreadores de rádio, aumentando ainda mais a segurança.