Outras medidas de segurança

Além de utilizar um sistema operacional extremamente seguro, outras medidas são tomadas para garantir o bom andamento e idoneidade dos vencedores de cada eleição.

  • A urna é programada de tal forma que só funciona no dia e hora pré-estabelecidos.

  • No dia da eleição a urna é ligada às 7h30min e durante a inicialização são realizados testes em todos os seus componentes. A tela indicando a possibilidade de se iniciar a eleição é apresentada somente quando todos os testes indicam o seu perfeito funcionamento e as verificações confirmarem a integridade das informações. Às 7h30min o presidente da mesa comanda a emissão da “zerésima”, que se destina a comprovar que a urna não contém qualquer voto. Após às 8h a urna fica apta a receber os votos dos eleitores.

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Verso de uma urna eletrônica no seu ano de lançamento


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Segundo ano de existência e novo modelo


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A última modificação significativa da urna eletronica ocorreu no ano 2000
  • Ao final do dia cada urna emite o seu boletim. Em cada local de votação o boletim de urna impresso é assinado pelo presidente da mesa e pelo primeiro secretário, tornando-o público a toda a comunidade.

  • Os partidos políticos poderão realizar o teste de autenticidade comparando os dados do boletim de urna de cada seção de forma impressa e em meio magnético (arquivo após a totalização).

  • As urnas eletrônicas não estão conectadas através de linhas telefônicas e nem de redes de computadores, ficando desta forma, livres de hackers.

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Jornalistas acompanhando as apurações por monitores dentro do
centro de divulgação do TRE

Avaliação

Em 2002 a Unicamp fez uma longa avaliação do Sistema Informatizado das Eleições (baseada nas eleições do ano 2000). Entre as conclusões apresentadas no relatório final, uma das mais importantes é a reafirmação da segurança nas eleições brasileiras.

De acordo com o relatório em questão, o sistema eletrônico de votação no Brasil é seguro, confiável e atende todos os requisitos do território brasileiro que, não são poucos! No Brasil ocorrem simultaneamente eleições para diversos cargos majoritários e proporcionais. O número de eleitores com diferentes graus de formação é enorme, bem como o número de partidos e candidatos. Também devemos levar em conta o vasto território nacional.

A avaliação realizada pela Unicamp mostra-nos que o sistema é seguro, entre outras coisas, em função de:

  • possuir cópias atualizadas das principais estruturas de dados da aplicação, permitindo a retomada da aplicação em caso de falhas, mesmo nos casos de substituição da urna eletrônica;
  • não armazenar dados que vinculem o eleitor ao seu voto na memória não volátil, impossibilitando quebra de sigilo;
  • utilização de sistemas padronizados permitindo a criação de ambientes de trabalho homogêneos.

O resultado da análise concluiu que o sistema eletrônico de votação atende as exigências do processo eleitoral, respeitando a expressão do voto do eleitor e garantia do seu sigilo. Leia o relatório completo aqui.