A controvérsia sobre a dependência de computador

tratamento de choque para dependente de computador
Cancan Chu/Getty Images
Um dependente de internet na China
recebe tratamento de choque elétrico
em um hospital em Pequim

Há um grande debate na comunidade médica sobre a validade da dependência de computador. Não há dúvida de que algumas pessoas usam seus computadores, navegam em sites de pornografia na internet, jogam games de computador e batem papo online de maneira excessiva que faz mal. Há até mesmo pessoas cujo uso do computador consome completamente suas vidas. No entanto, muitos psicólogos acreditam que a dependência de computador é um comportamento compulsivo ligado a uma doença subjacente, e não algo que possa ser classificado como uma dependência. As pessoas que sofrem de "dependência de computador" são na verdade pessoas que não conseguem controlar seus impulsos, dizem estes críticos [fonte: Surratt
(em ingês)]. Eles afirmam que algumas pessoas podem se identificar como portadoras do Transtorno de Dependência à Internet como parte de um complexo processo de reforço social. A dependência de vídeo games pode ser resultado do medo incitado pelos alarmistas - os pais ficam assustados, pensando que há algo errado com seus filhos. Alguns críticos chegam até mesmo a dizer que as pessoas obcecadas por jogos na internet não são diferentes das pessoas que sentam no sofá e assistem horas de TV toda noite. Em outras palavras, talvez sejam preguiçosas, nada mais.

Em 2007, a American Medical Association decidiu que a dependência de vídeo games (um possível componente da dependência de computador) não deveria ser declarada uma doença de verdade, e que deveria ser mais estudada. A American Psychiatric Association também resistiu à pressão de incluir a dependência de vídeo games na lista de transtornos mentais na quinta revisão do Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais [fonte: ExtremeTech (em inglês)].

Qual é a profundidade do problema?
Estatísticas exatas sobre a taxa de dependência de computador não estão disponíveis. O problema não é classificado como uma doença específica, então não há critérios de diagnóstico para determinar a dependência. A professora de psicologia Dra. Kimberly S. Young conduziu uma pesquisa não-científica com usuários de internet para saber quantos deles se identificavam como dependentes de internet. A Dra. Young, uma das que mais apóiam a escola que considera a "dependência de computador como uma dependência real", descobriu que 80% das pessoas que responderam a pesquisa se consideravam dependentes de internet. É impossível generalizar este número para uma estatística que tenha um significado, apesar de Young considerá-lo um sinal de uma "epidemia em potencial" [fonte: Young (em inglês)].