O internauta
É o todo-poderoso da Web 2.0. É ele quem escolhe o que quer acessar, que serviços quer usar e como quer fazer isso. Ele não precisa mais ficar passivo diante do conteúdo, como acontecia na Web 1.0. Agora, ele pode dar sua opinião e criar seu próprio conteúdo, seja trocando informações em fóruns, escrevendo em blog, tendo um perfil em uma rede social, seja trocando arquivos em sites de compartilhamento, e até dando “notas” a notícias em jornais virtuais e personalizando serviços de e-mail.
Ele pode também organizar todo esse conteúdo como bem quiser, através da folksonomia, ou seja, usando marcadores (tags, palavras-chave) livremente para classificar sites, músicas, filmes, textos etc., fazendo com que esse conteúdo seja encontrado mais facilmente por outros usuários interessados.
As empresas
Alvoroçadas com a Web 2.0, elas se esforçam para adaptar-se à nova geração. Muitas têm escritórios virtuais no Second Life, perfis e comunidades em sites de relacionamento, blogs corporativos, fóruns etc., visando a criação de uma identidade digital mais interativa que os sites estáticos. Isso as ajuda a aproximar-se do público internauta e facilita a vida dos seus consumidores.
Mas essas não são as únicas aplicações dos conceitos de Web 2.0. Eles também são usados para estreitar relações entre empregados e entre a empresa e os fornecedores e clientes.
A IBM, por exemplo, tem uma rede social corporativa chamada Connections para integrar seus mais de 350 mil funcionários ao redor do mundo. Ao entrar na empresa, todos têm um perfil adicionado à rede com nome, foto, área de atuação, telefone e e-mail. Assim como nas redes sociais comuns, eles podem adicionar informações, como projetos em que estão envolvidos, idiomas e qualificações. Diariamente, o site registra cerca de 1,5 milhão de páginas visitas. A IBM também usa um programa de mensagens instantâneas próprio, o Sametime, para incentivar o contato online entre funcionários e diminuir o gasto com ligações telefônicas. Também mantém uma enciclopédia online chamada Bluepedia, nos moldes da Wikipédia (com verbetes escritos pelos funcionários) sobre “tudo que se deve saber sobre a IBM”.
Os blogs
São páginas que facilitam a publicação de conteúdo por qualquer internauta. São, geralmente, organizados cronologicamente, com as publicações (chamadas de “posts”) mais recentes no topo da página e permitem que os leitores comentem. Podem ser pessoais (estilo diário) ou tratar de assuntos específicos.
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As redes sociais
São sites agregadores de pessoas que funcionam à base de efeitos de rede. O usuário cria um perfil com informações pessoais suas, tem uma rede de amigos e pode participar de comunidades de interesse comum. Os participantes podem trocar mensagens e conteúdo entre si. São prato cheio para companhias que querem saber mais sobre as preferências, os hábitos e até as críticas de seu mercado consumidor (lei mais no artigo Como funcionam as redes sociais online).
Os sites colaborativos
São os sites alimentados em grande parte ou totalmente por conteúdo criado por usuários. Um exemplo é o popular Digg (e a versão brasileira EuCurti), site onde os internautas postam e classificam notícias de outros sites.
Muitos sites de notícias têm páginas exclusivas para conteúdo colaborativo, seja em forma de textos ou de fotos e vídeos (“vc no G1” da Globo.com, “vc repórter” do Terra, “FotoRepórter” do Estadão).
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Mas o melhor exemplo de site de notícias colaborativas é o sul-coreano OhmyNews International. O conteúdo do site, em inglês, é majoritariamente produzido por cidadãos de todo o mundo e organizado, checado e editado pela redação. O time de colaboradores (os “cidadãos-repórteres”) ultrapassa os 3.000, e o número de páginas vistas por dia no site varia entre 10 mil e 40 mil. A versão coreana do site recebe cerca de 700 mil visitantes por dia e, em dias de notícias “quentes”, já chegou aos 25 milhões de páginas vistas.
Anunciantes
São a galinha dos ovos de ouro da Web 2.0. São eles que pagam a conta pelo conteúdo que as empresas oferecem gratuitamente para os usuários. Por quê? Porque, para eles, usuários são valiosos consumidores em potencial. Por isso, eles pagam por anúncios em espaços publicitários (banners) cedidos pelos sites. Os valores variam de acordo com o número de visitantes do site e tamanho do banner. Há contratos flexíveis e mediadores que permitem que até mesmo sites pessoais lucrem com publicidade.