Além da Web 3.0

Seja qual for o nome que damos à próxima geração da Web, o que virá depois dela? As teorias variam desde previsões conservadores até adivinhações que parecem coisas de filmes de ficção científica.

Paul Otellini no CES
David Paul Morris/Getty Images

Paul Otellini, CEO e presidente da Intel, discute a crescente importância dos dispositivos móveis para a Web no 2008 International Consumer Electronics Show­

  • De acordo com o especialista em tecnologia e empresário Nova Spivack, o desenvolvimento da Web acontece em ciclos de 10 anos. Na primeira década da Web, muito de seu desenvolvimento estava focado nos bastidores, ou na infra-estrutura, da Web. Os programadores criaram os protocolos e as linguagens de código que usamos para fazer páginas da Web. Na segunda década, o foco mudou para a linha de frente e a era da Web 2.0 (em inglês) teve seu início. Agora, as pessoas usam as páginas da Web como plataformas para outros aplicativos. Elas também criam mashups e experimentam maneiras de tornar as experiências da rede mais interativas. Agora nós estamos no fim do ciclo da Web 2.0. O próximo ciclo será a Web 3.0 e o foco voltará aos bastidores. Os programadores refinarão a infra-estrutura da Internet para suportar as capacidades avançadas dos navegadores da Web 3.0. Quando essa fase estiver terminada, nós entraremos na era da Web 4.0. O foco retornará para a linha de frente e veremos milhares de novos programas que utilizarão a Web 3.0 como base [fonte: Nova Spivack (em inglês)].
  • A Web evoluirá para um ambiente tridimensional. Em vez de uma Web 3.0, nós veremos uma Web 3D. Combinando elementos de realidade virtual com os mundos permanentes dos jogos online para múltiplos jogadores (MMORPGs), a Web poderia se tornar uma paisagem digital que incorpora a ilusão de profundidade. Você navegaria pela Web com uma perspectiva de 1ª pessoa ou através de uma representação digital sua chamada de avatar (para saber mais sobre a perspectiva de um avatar, leia Como funciona a Avatar Machine).
  • A Web acumulará desenvolvimentos em computação distribuída e resultará em uma verdadeira inteligência artificial. Na computação distribuída, vários computadores lidam com um grande trabalho de processamento. Cada computador cuida de uma pequena parte da tarefa. Algumas pessoas acreditam que a Web será capaz de pensar ao distribuir a carga de trabalho entre milhares de computadores e de trazer referências de ontologias profundas. A Web irá se tornar um cérebro gigante capaz de analisar dados e extrapolar novas idéias independentes daquela informação.
  • A Web se estenderá para muito além dos computadores e dos telefones celulares. Tudo, desde relógios até televisores e roupas, terá acesso à Internet. Os usuários estarão constantemente conectados à Web e vice-versa. Cada agente de software de um usuário aprenderá mais sobre seu respectivo usuário observando eletronicamente suas atividades. Isso pode levar a discussões sobre o equilíbrio entre a privacidade individual e o benefício de se ter uma experiência de navegação personalizada.
  • A Web se fundirá com outras formas de entretenimento até que todas as distinções entre as formas de mídia sejam perdidas. Programas de rádio, programas de televisão e filmes dependerão da Web para chegar ao usuário.

É muito cedo para afirmar quais, ou mesmo se alguma, dessas versões futuras da Web se tornarão realidade. Pode ser que o verdadeiro futuro da Web seja mais extravagante do que as previsões mais extremas. Podemos apenas esperar que quando essa futura Web chegar, consigamos entrar em um acordo sobre como chamá-la.

Para saber mais sobre a Web 3.0 e outros assuntos, dê uma olhada nos links da próxima página.