Para nosso exemplo, usaremos as páginas das personagens no site oficial do Star Wars como suas URIs.
![]() Uma URI dá ao computador um ponto de referência específico para cada item do trio - não há necessidade de interpretação nem possibilidade de mal-entendido |
Agora o computador sabe quem são o sujeito e o objeto - Anakin Skywalker é a entidade representada pela primeira URI, e Luke Skywalker é a entidade representada pela segunda. Mas você vai perceber que a URI do meio do nosso trio - a da propriedade - não aponta para o site do Star Wars. Em vez disso, aponta para um documento de faz-de-conta no servidor da HowStuffWorks. Se esta página existisse de verdade, seria nossa XML namespace.
Ao contrário do HTML, que usa tags padrão como <b> para negrito e <u> para sublinhado, o XML não tem tags padrão. É útil - permite que desenvolvedores criem tags únicas para propósitos específicos. Mas significa que um navegador não sabe automaticamente o que a tag significa. Uma XML namespace é basicamente um documento que diz aos aplicativos o significado de todas as tags em outro documento. O criador do documento XML declara o namespace no início do documento com uma linha de código. No nosso exemplo, a declaração da nossa namespace seria assim:
Esta linha de código diz ao computador: "quaisquer tags que você veja que começam com 'hsw', use o vocabulário deste documento. Você pode procurar qualquer tag começando com 'hsw' aqui". Assim, as pessoas podem criar as tags XML que precisam para um documento sem entrar em conflito com outros documentos XML na Web.
XML e RDF são as "línguas oficiais" da Web Semântica, mas por si só não são o suficiente para tornar toda a Web acessível para um computador. Veremos algumas das outras camadas a seguir.
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