por
Tracy V. Wilson - traduzido por HowStuffWorks Brasil
Linguagens e Vocabulários:
RDFS, OWL e SKOS
Acessando os metadados Um dos objetivos de longo prazo da Web Semântica é permitir que agentes, programas e aplicativos da web acessem e usem metadados. Uma ferramenta-chave para fazer isso é um protocolo simples e Linguagem de Pesquisa RDF (SPARQL), que ainda está em desenvolvimento. O propósito da SPARQL é extrair informações de gráficos RDF. Ela consegue procurar dados, limitar e separar os resultados. Uma das vantagens da estrutura RDF é que estas pesquisas podem ser muito precisas e obter resultados bem exatos. |
Outro obstáculo para a Web Semântica é que computadores não têm o mesmo tipo de vocabulário que as pessoas. Você usa linguagem desde sempre, então é provável que seja fácil para você ver conexões entre palavras e conceitos diferentes e inferir significados com base em contextos. Infelizmente, ninguém consegue dar um dicionário, um almanaque e um conjunto de enciclopédias para um computador, e deixar que ele aprenda tudo sozinho. Para entender o que as palavras significam e qual é a relação entre elas, o computador precisa ter
documentos que descrevem todas as palavras e a
lógica para fazer as conexões necessárias.
Na Web Semântica, isto vem de esquemas e ontologias. Há duas ferramentas relacionadas para ajudar o computador a entender o vocabulário humano. Uma ontologia nada mais é do que vocabulário que descreve objetos e como eles se relacionam. Um esquema é um método de organizar informações. Assim como tags RDF, o acesso a esquemas e ontologias é incluído em documentos como metadados, e o criador de um documento deve declarar a quais ontologias há referência no início do documento.
Ferramentas de esquema e ontologia usadas na Web Semântica incluem:
- Esquemas de Linguagem de Descrição de Vocabulário RDF (RDFS) - RDFS adiciona classes, subclasses e propriedades aos recursos, criando uma estrutura básica de linguagem. Por exemplo, o recurso Dagobah é uma subclasse da classe planeta. Uma propriedade de Dagobah poderia ser pantanoso.
- Sistema Simples de Organização de Conhecimento (SKOS) - SKOS classifica recursos em termos de mais amplo ou mais específico, permite a designação de etiquetas preferenciais e alternativas e permite que as pessoas rapidamente transportem dicionários e glossários para a Web. Por exemplo, em um glossário do Star Wars, um termo mais específico para Sith Lord poderia ser Darth Sidious e um termo mais amplo poderia ser vilão. Da mesma maneira, etiquetas alternativas para Han Solo poderiam ser pastor nerf e cérebro de laser.
- Linguagem de Ontologia da Web (OWL) - OWL, a camada mais complexa, formaliza as ontologias, descreve relações entre classes e usa lógica para fazer deduções. Ela também pode construir novas classes com base em informações existentes. A OWL está disponível em três níveis de complexidade - Lite, Description Language (DL) e Full.
 Um exemplo de um número muito pequeno dos recursos e conexões que podem ser encontrados na ontologia Star Wars. Você pode descobrir sozinho, assistindo os filmes e navegando na internet, mas um computador deve ter um esquema muito claro para entender isso |
O problema com ontologias é que são muito difíceis de criar, implementar e manter. Dependendo de seu escopo, podem ser enormes, definindo uma grande variedade de conceitos e relações. Alguns desenvolvedores preferem se concentrar em lógica e regras ao invés de ontologias por causa de suas dificuldades. Desacordos a respeito dos papéis que estas regras deveriam desempenhar podem ser um armadilha para a Web Semântica.
A seguir, amarraremos tudo isso com nosso exemplo original - aqueles DVDs da "Trilogia Star Wars".