Nos bastidores

A família Digg
Digg não é somente um site de notícias. Também existe um blogs oficiais escrito pelo fundador Kevin Rose e pela equipe do Digg. Além disso, há um podcast criado por Rose e um ex-empregado da TechTV, Alex Albrecht. O podcast Diggnation fala sobre as notícias mais populares da semana, no Digg, e outras notícias relacionadas ao Digg que você não encontra em outro lugar. Acesse Rev3: diggnation (em inglês) para aprender mais e se inscrever.
Para um site que recebe mais de 250 milhões de visualizações de página por mês (dados de maio de 2007), ultrapassa a marca de 22,6 milhões de visitantes únicos mensais e tem mais de 1 milhão de usuários registrados, a estrutura de tecnologia do Digg é bastante eficiente. Como todo sistema proprietário, o departamento técnico da Digg não fala muito sobre a sua tecnologia, mas é possível reunir informações em alguns lugares. Toda a configuração utiliza LAMP (Linux, Apache, MySQL, PHP/Perl/Python), um modelo de programação que une aplicativos de servidor que rodam PHP com uma espécie de banco de dados em MySQL. Ele permite o intercâmbio de múltiplas linguagens em um sistema de arquitetura com o mínimo de atraso nas traduções.

Em um podcast da Diggnation gravado em 14 de junho de 2006, Kevin Rose diz que o número total de servidores é 75. Em uma entrevista feita por e-mail para a HowStuffWorks, o CEO da Digg, Jay Adelson, disse que os servidores são da marca Penguim Computing e Sun e rodam PHP e Debian Linux. O sistema operacional e os servidores de banco de dados rodam o software de gerenciamento de dados MySQL (em inglês). O Digg não precisa armazenar muita informação, já que a maior parte do conteúdo é texto, mas Adelson diz que as configurações podem aumentar indefinidamente. Em uma entrevista publicada em dezembro de 2005 no site Mad Penguin (em inglês), Adelson declarou que o Digg está "dobrando a infra-estrutura a cada mês para acompanhar a demanda". A infra-estrutura básica seria mais ou menos assim:


Visão geral da tecnologia do Digg.com

Utilizando este sistema, os usuários enviam, selecionam notícias e utilizam todas as outras funções disponíveis no site Digg.com. O Digg não utiliza cookies e armazena todas as informações dos usuários (notícias antigas, amigos, comentários) no perfil Digg, que é salvo no banco de dados. Você precisa logar no site toda vez que o acessa. Isso serve como uma medida de segurança para verificar a validade do usuário. Existe uma série de verificações de legimitidade, que o Digg chama de "karma checks", embutidos em diversos pontos do sistema.

  • Quando um usuário tenta enviar um artigo, o sistema verifica se o envio é legítimo, se não é spam (enviado automaticamente por um computador) e se o usuário é válido (não foi banido ou tem ações limitadas). De acordo com Adelson, o sistema de karma também lida com uma série de fatores que administram "propriedades únicas para a grande massa de usuários do Digg."

     

  • Quando um artigo está pronto para entrar na página principal da categoria ou na página principal do site, o sistema checa os diggs válidos. Também são verificadas as contas fraudulentas que foram criadas com o objetivo de promover um artigo. De acordo com Adelson, "o sistema de karma sabe a diferença entre os usuários que foram criados só para promover uma notícia e os usuários que interagem com o site". O sistema também impede o "auto-Digging", uma maneira computadorizada e fraudulenta de promover uma notícia.
Adelson confirma que não existe edição do material do Digg, seja no envio, promoção ou exclusão de um artigo. Não existe censura dos envios, a não ser um filtro de palavras de baixo calão. O sistema do Digg administra as exclusões da mesma maneira que administra qualquer outra coisa, com um algoritmo proprietário. O sistema executa um algoritmo de "despromoção" que determina quando uma notícia deve desaparecer das páginas do site.

Tudo isso soa muito democrático e vanguardista. Digg transforma as pessoas comuns em repórteres, editores, investidores e colaboradores de enciclopédia. Em meados de 2006, alguns acontecimentos questionaram a natureza democrática do Digg. Na próxima seção, vamos ver a resposta dos usuários ao Digg.